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Piora de Doenças de Pele no Inverno: Cuidados Essenciais

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A piora de doenças de pele no inverno é uma preocupação comum para muitas pessoas, à medida que as baixas temperaturas transformam os hábitos diários e o ambiente. Condições como dermatite atópica, dermatite seborreica (caspa) e psoríase frequentemente se agravam ou são desencadeadas pela combinação de fatores climáticos e comportamentais típicos da estação fria, como banhos mais quentes e demorados, ar seco e menor ingestão de líquidos.

A predisposição genética, alterações no sistema imunológico, um histórico de alergias e a presença de outras doenças inflamatórias pré-existentes são elementos que influenciam diretamente a manifestação ou a intensificação dessas crises cutâneas durante o período de temperaturas mais baixas. Compreender esses fatores é o primeiro passo para uma gestão eficaz e para a manutenção da saúde da pele.

Piora de Doenças de Pele no Inverno: Cuidados Essenciais

Entre as afecções que mais sofrem com a chegada do inverno, a dermatite seborreica, popularmente conhecida como caspa, destaca-se. A diminuição da camada de proteção natural da pele, que ocorre nos meses mais frios, intensifica a descamação no couro cabeludo. Essa perda de hidratação deixa a região mais vulnerável à irritação, coceira e, consequentemente, ao aumento da descamação ou ao agravamento de quadros de dermatite seborreica.

É fundamental diferenciar a caspa temporária, que pode surgir do uso inadequado do secador ou de banhos em temperaturas muito elevadas, da dermatite seborreica, que se configura como uma condição crônica. Esta última envolve mecanismos biológicos complexos, como a proliferação de fungos específicos no couro cabeludo ou desequilíbrios imunológicos. A médica dermatologista Carolina Haddad, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, enfatiza a importância da higiene capilar como medida primordial de controle.

“Evitar lavar o couro cabeludo com a frequência necessária pode levar ao aumento da oleosidade, o que favorece a inflamação e piora os quadros de dermatite seborreica. O ideal é optar por água morna e reduzir o tempo dos banhos”, aconselha Dra. Haddad. Além dos cuidados higiênicos, fatores emocionais também exercem um papel significativo na evolução da doença. Estresse intenso, noites de sono insuficientes e situações de desgaste psicológico contribuem para o quadro.

As flutuações hormonais também estão ligadas à condição, conforme explica a dermatologista. Em fases da vida como a puberdade, por exemplo, as alterações hormonais podem estimular a produção das glândulas sebáceas, resultando em um aumento da produção de sebo e da oleosidade no couro cabeludo, o que pode agravar a dermatite seborreica. Acessórios típicos do inverno, como gorros, podem prejudicar as lesões existentes ao manter a área abafada e úmida por longos períodos. Quanto ao secador de cabelo, Dra. Haddad recomenda utilizá-lo em temperatura moderada, evitando direcionar o calor excessivo diretamente à pele.

Dermatite Atópica: Barreira Cutânea Comprometida

Outra condição amplamente afetada pelo clima frio é a dermatite atópica, caracterizada por uma alteração na barreira de proteção da pele e uma resposta imunológica hiper-reativa. Durante o inverno, a perda de água cutânea acentuada estimula o processo inflamatório. Lauren Morais, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Paraná (SBD-PR), descreve os sintomas típicos: “Antes mesmo de a pele apresentar vermelhidão intensa, a área afetada começa a coçar, arder ou se torna mais áspera. Posteriormente, podem surgir vermelhidão, descamação, pequenas bolhas, fissuras, placas espessas e feridas decorrentes da coçadura.”

Os principais desencadeadores da dermatite atópica incluem clima seco, banhos muito quentes, o uso de buchas e esfoliantes, produtos cosméticos e perfumes com fragrâncias e conservantes, tecidos como lã e sintéticos, suor excessivo e estresse emocional. A predisposição genética, a presença de alergias respiratórias e fatores imunológicos também intensificam a manifestação da doença. Para prevenir as crises, a Dra. Morais indica a aplicação de hidratantes imediatamente após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida, para auxiliar na retenção de água nas camadas superficiais.

Piora de Doenças de Pele no Inverno: Cuidados Essenciais - Imagem do artigo original

Imagem: www1.folha.uol.com.br

A médica recomenda o uso de produtos formulados para pele atópica ou muito seca, sem perfume, e com ativos que contribuam para a restauração da barreira cutânea, como glicerina, ceramidas e pantenol. Cremes reparadores ou restauradores de barreira têm aplicações específicas. “Eles podem ser benéficos em áreas mais sensibilizadas, irritadas, com fissuras ou com a barreira comprometida. Para alguns indivíduos, funcionam como um hidratante diário. No entanto, para outros, podem ser muito densos, especialmente para o rosto, ou para peles oleosas e com acne”, esclarece a dermatologista.

Psoríase: Desafios da Falta de Sol e da Pele Seca

A psoríase é uma doença inflamatória crônica que também encontra no inverno um período de agravamento. Caracterizada pela aceleração do processo de renovação das células da pele, a psoríase provoca o surgimento de placas avermelhadas cobertas por escamas esbranquiçadas. A pele seca, uma condição comum nesta época do ano, enfraquece a barreira cutânea, facilitando o aparecimento de novas lesões. Além da secura, outros fatores como estresse, infecções, tabagismo, consumo excessivo de álcool, privação de sono e alguns medicamentos podem influenciar a progressão da doença, conforme explica Mariana Franco, dermatologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo a Dra. Franco, a psoríase pode se manifestar em qualquer parte do corpo, incluindo unhas, mãos, pés e áreas de dobras, mas as regiões mais comumente afetadas são o couro cabeludo, cotovelos, joelhos e a região lombar. Durante os meses mais frios, a menor exposição à luz solar é um fator que agrava significativamente os sintomas. “A radiação ultravioleta, quando administrada de forma controlada e segura, possui um efeito anti-inflamatório e pode auxiliar no controle da proliferação excessiva de células cutâneas, uma característica marcante da psoríase”, ressalta a dermatologista.

A médica afirma que casos leves da doença são geralmente controlados com o uso de medicamentos tópicos, como corticoides e derivados da vitamina D. Quadros mais severos podem demandar terapias sistêmicas, imunomoduladores e fototerapia com luz ultravioleta controlada. A Sociedade Brasileira de Dermatologia oferece informações adicionais sobre a psoríase e outras condições da pele, sendo uma fonte confiável para aprofundamento no tema. “A psoríase é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta entre 1% e 3% da população e pode ser controlada de forma bastante eficaz, especialmente quando diagnosticada precocemente”, conclui a dermatologista da BP.

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Em suma, a estação mais fria do ano exige atenção redobrada com a saúde da pele. A piora de doenças de pele no inverno, como dermatite, caspa e psoríase, pode ser amenizada com a adoção de cuidados específicos e a orientação profissional. Mantenha a hidratação, controle a temperatura da água dos banhos e procure um dermatologista ao notar qualquer alteração. Continue acompanhando as notícias em nossa editoria de Saúde para mais dicas e informações sobre bem-estar.

Crédito da imagem: Wisely/Adobe Stock

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