Na madrugada da última terça-feira, 8 de setembro de 2026, a Rússia retoma ataques em Kiev com uma ofensiva de drones e mísseis, marcando o fim de uma breve trégua aérea que coincidiu com a presença de negociadores de paz dos Estados Unidos na capital ucraniana. A cidade foi palco de intensos bombardeios, resultando em três fatalidades e incêndios generalizados, conforme informações divulgadas pelo prefeito Vitali Klitschko.
Os ataques causaram devastação significativa. O ministro do Interior ucraniano, Ivan Vyhivskyi, confirmou que 16 indivíduos ficaram feridos na cidade. A infraestrutura de Kiev sofreu extensos danos, com pelo menos 14 edifícios, incluindo um dormitório, uma escola, uma clínica e vários depósitos, sendo atingidos pela artilharia russa. A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, descreveu a situação com a capital ucraniana “explodindo e pegando fogo”, evidenciando a intensidade da agressão.
Rússia retoma ataques em Kiev após visita dos EUA
A retomada das operações aéreas russas aconteceu logo após a partida de Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados norte-americanos, que deixaram Kiev no domingo, dia 6. A visita dos negociadores ocorreu no contexto dos esforços renovados do governo Trump para buscar uma solução para o conflito que já se estende por quatro anos e meio na Ucrânia. As conversações dos enviados com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy foram precedidas por encontros em Moscou, onde o Kremlin havia manifestado a possibilidade de retomar negociações tripartites.
Contexto da Visita e Quebra da Trégua
Previamente à missão de paz dos Estados Unidos, tanto Moscou quanto Kiev haviam acordado suspender os ataques às suas respectivas capitais por três dias, visando garantir a segurança dos negociadores norte-americanos. Contudo, o cessar-fogo tático foi abruptamente encerrado com a saída dos enviados. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou sua indignação na plataforma X, afirmando que, no momento em que os representantes do presidente dos EUA deixaram o país, o presidente russo Vladimir Putin “lançou outro ataque massivo e terrível contra Kiev”.
A situação dos sistemas de defesa ucranianos é preocupante. Sybiha apelou à comunidade internacional para intensificar a pressão sobre o governo russo e, crucialmente, para fornecer interceptores capazes de derrubar mísseis balísticos. O ministro ressaltou que os estoques de Kiev desses mísseis estão em um nível criticamente baixo, o que dificulta a proteção contra as investidas mais sofisticadas do inimigo.
Escalada e Amplitude dos Ataques Russos
Antes mesmo das recentes negociações, a Rússia já havia intensificado suas operações aéreas contra Kiev e regiões adjacentes. Os ataques, que anteriormente se concentravam principalmente no período noturno, passaram a ocorrer praticamente 24 horas por dia, utilizando drones a jato mais rápidos. Essa mudança na tática resultou em mais mortes de civis e interrupções significativas nas atividades cotidianas das cidades afetadas.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
O Ministério da Defesa russo, conforme divulgado por agências de notícias da Rússia, declarou que Moscou atingiu alvos militares e logísticos estratégicos não apenas em Kiev e sua região metropolitana, mas também no porto de Chornomorsk, situado no Mar Negro. A abrangência da ofensiva russa foi ainda maior. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, informou que, além da capital, outras oito regiões foram alvo dos bombardeios. Na região de Sumy, localizada no norte do país, aproximadamente 100 pessoas foram evacuadas após drones russos atingirem uma composição ferroviária. Adicionalmente, três indivíduos ficaram feridos em um ataque a um mercado nos arredores da cidade portuária de Odessa, às margens do Mar Negro.
O presidente Zelenskiy, também em uma publicação no X, descreveu a ação russa como um “ataque complexo” meticulosamente planejado para “causar o máximo de danos possíveis à vida humana”. Segundo Zelenskiy, a ofensiva empregou uma gama variada de armamentos, incluindo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, antimísseis navais e drones Shahed impulsionados por jato. Ele enfatizou a dificuldade particular na interceptação de mísseis balísticos, o que adiciona um desafio extra à defesa aérea ucraniana.
Para um panorama mais aprofundado sobre o conflito, consulte as notícias e análises em G1 – Guerra na Ucrânia.
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Em suma, a recente investida russa em Kiev, logo após a saída dos negociadores dos EUA, destaca a persistência e a brutalidade do conflito na Ucrânia. Com mortes, feridos e danos generalizados, a situação exige uma atenção contínua e a solidariedade internacional. Para acompanhar os desdobramentos e outras notícias importantes sobre o cenário político e global, continue explorando nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: REUTERS/Valentyn Ogirenko







