rss featured 11920 1764283033

Selic Alta Contrata Desaceleração da Economia em 2026

Últimas notícias

A Selic e Atividade Econômica brasileira em 2026 enfrentarão um cenário de desaceleração, impactado diretamente pela manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados. Esta é a análise de Petrônio Cançado, sócio da renomada gestora de fundos Occam, que, apesar de descartar uma crise de crédito generalizada no futuro próximo, alerta para os efeitos da Selic de 15% sobre o desempenho da economia nacional. Segundo Cançado, embora problemas pontuais possam surgir, a perspectiva geral é de um arrefecimento da atividade.

O especialista enfatiza que a taxa Selic representa o principal vetor de influência sobre o mercado de crédito. A percepção de que os juros estão excessivamente altos é praticamente um consenso entre os agentes econômicos. Essa avaliação foi compartilhada durante sua participação no programa Capital Insights, uma iniciativa que resulta da colaboração entre o CNN Money e a Broadcast. O Capital Insights, conhecido por suas entrevistas semanais com figuras proeminentes do cenário financeiro nacional e internacional, é transmitido todas as quintas-feiras, às 19h, no canal CNN Money, oferecendo uma plataforma para discussões aprofundadas sobre o panorama econômico.

Selic Alta Contrata Desaceleração da Economia em 2026

As projeções da Occam, detalhadas por Cançado, indicam que a esperada redução da taxa Selic não deve ocorrer antes de março. Além disso, a inflação está prevista para apresentar uma queda marginal no período entre 2025 e 2026, com a gestora estimando um patamar ligeiramente acima de 4,5%. Tal cenário se desenrola enquanto o mercado de trabalho mantém um aquecimento notável. A margem para cortes na taxa básica de juros, conforme a avaliação do sócio da Occam, será construída a partir da crescente credibilidade que o Banco Central tem demonstrado. Para mais informações sobre a política monetária do país, consulte o site oficial do Banco Central do Brasil.

Cançado ressalta a postura conservadora do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que tem trabalhado para consolidar a confiança do mercado. Essa conduta, segundo o analista, eleva as probabilidades de uma redução mais ágil das taxas de juros. A projeção da Occam aponta para uma taxa de juros básica em 13% até o final de 2026, sinalizando um alívio gradual em relação aos níveis atuais, mas ainda em patamares que demandam atenção dos investidores e empresas.

O Cenário do Mercado de Crédito e o Impacto nas Empresas

Como responsável pela área de crédito da Occam, Petrônio Cançado detalha que o atual nível da Selic restringe significativamente a emissão de papéis privados, limitando essa possibilidade às grandes corporações. Ele frisa que as pequenas e médias empresas são as mais penalizadas por essa conjuntura econômica adversa, enfrentando maiores dificuldades no acesso ao capital e no custo de seus financiamentos. A dinâmica atual dos juros eleva o custo da dívida, tornando a captação via mercado de capitais menos atraente para empresas de menor porte.

O especialista também observa que os spreads pagos pelas grandes companhias estão em níveis historicamente baixos. Essa condição é uma consequência direta da elevada taxa de juro básica, que pressiona as margens e reduz a atratividade de oferecer prêmios mais altos para os investidores. Cançado compara com o passado, quando spreads mais elevados eram a norma. Atualmente, apenas as empresas menores ou aquelas inseridas em setores particularmente suscetíveis à flutuação das taxas de juros são compelidas a oferecer spreads mais vantajosos para atrair investimentos, refletindo um ambiente de crédito desafiador e seletivo.

Perspectivas para a Economia e Estratégias de Investimento

Apesar das adversidades, Cançado expressa uma visão otimista, avaliando que o pior momento da economia já foi superado. Ele antecipa que o panorama para 2026 se mostra mais promissor do que o cenário enfrentado no início do ano anterior, que sucedeu um final de 2024 (novembro e dezembro) considerado bastante desfavorável para o mercado de crédito. Esta percepção de recuperação infunde um certo grau de confiança para as projeções futuras, embora a cautela ainda seja recomendada.

Em 2025, a Occam registrou um desempenho notável no segmento de crédito, impulsionado por uma estratégia focada em debêntures de infraestrutura. Cançado reconhece que a isenção fiscal foi um catalisador fundamental para a valorização desse segmento. No entanto, ele argumenta que o mercado de crédito seria “mais saudável” se funcionasse sem esses incentivos, sugerindo uma preferência por mecanismos de mercado mais orgânicos. A expectativa é que, em um futuro não muito distante, a concessão de títulos isentos possa ser revista, alterando a dinâmica desse tipo de investimento.

No que concerne ao mercado de ações, a valorização de aproximadamente 30% acumulada no ano é explicada pela percepção dos investidores de que os papéis estavam sendo negociados a preços atrativos. Para 2026, as melhores apostas de Cançado recaem sobre os setores financeiro e de utilities. As preferências específicas da Occam nesse cenário incluem nomes de peso como BTG, Nubank, Equatorial, Copel e Sabesp, refletindo uma estratégia alinhada com as tendências e oportunidades identificadas nesses segmentos.

Desafios Fiscais e a Influência Externa

Petrônio Cançado destaca que a questão fiscal permanece como o principal entrave para o desenvolvimento econômico do Brasil. Este problema estrutural exige soluções robustas e contínuas para garantir a estabilidade e a sustentabilidade das finanças públicas. Além disso, a capacidade do país de atrair e reter investidores estrangeiros está intrinsecamente ligada às decisões de política monetária dos Estados Unidos, um fator externo que exerce influência considerável sobre os fluxos de capital global.

O analista aponta para a disparidade de opiniões dentro do Banco Central americano como um elemento de incerteza. A ausência de um consenso claro nas deliberações sobre política monetária nos EUA tem o potencial de resultar em cortes menos expressivos na taxa de juros local, o que, por sua vez, pode ter repercussões globais, afetando as decisões de investimento e a dinâmica dos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos

Em síntese, a análise da Occam, através de Petrônio Cançado, desenha um panorama econômico complexo para os próximos anos, marcado pela desaceleração da atividade econômica em 2026 devido à Selic elevada, desafios no mercado de crédito para pequenas empresas e a busca por credibilidade por parte do Banco Central. No entanto, há espaço para otimismo com a superação do pior momento e boas perspectivas em setores específicos da bolsa. Para se aprofundar nas análises e acompanhar as movimentações do mercado, explore mais notícias de economia em nossa editoria e mantenha-se informado sobre as tendências que moldam o futuro financeiro do Brasil.

Crédito da imagem: CNN Brasil