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Vídeo: Agente Penitenciário Atira em Vizinho no Tauste Marília

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Imagens de monitoramento confirmam o momento chocante em que um agente penitenciário atira em vizinho dentro de um supermercado na cidade de Marília, interior de São Paulo. O caso envolveu Gilson Júnior dos Santos, agente da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), e Johnny da Silva Sarmento, que foi baleado mas sobreviveu ao ataque ocorrido no último dia 15.

O incidente ocorreu em uma unidade da rede Tauste e ganhou repercussão após a Folha obter acesso às gravações nesta quinta-feira, 27. As autoridades competentes foram acionadas, e o grave episódio que levou ao agente penitenciário atirar em vizinho segue sob investigação.

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), consultada pela reportagem, não se manifestou até o fechamento da matéria. Em contrapartida, a rede Tauste declarou estar prestando total colaboração às investigações e se mantendo à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Vídeo: Agente Penitenciário Atira em Vizinho no Tauste Marília

O agente penitenciário Gilson Júnior dos Santos, alvo de um mandado de prisão preventiva, encontra-se foragido. Seu advogado, Jader Gaudencio Filho, assegurou que a defesa está cooperando com o inquérito e já protocolou um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) visando a revogação da preventiva.

Conforme o defensor de Gilson, seu cliente vinha sofrendo ameaças por parte da vítima, Johnny Sarmento, contra quem o agente registrou um boletim de ocorrência por ameaça em 2018. Este histórico de desavenças entre os dois vizinhos é apontado como um fator antecedente ao grave episódio no estabelecimento comercial.

O registro de 2018 narra que, ao chegar em casa, Gilson foi supostamente interceptado por Johnny em uma motocicleta. Na ocasião, o vizinho teria simulado estar armado e proferido palavras de cunho ameaçador, como “agente penitenciário tem que morrer” e que “os caras da zona sul e Nova Marília [bairro do município] iriam acertar as contas com ele”. Essa denúncia sublinha a gravidade do atrito preexistente entre as partes envolvidas, contextualizando o ocorrido no supermercado.

As imagens de segurança detalham a cronologia do acontecimento, que se desenrolou no início da noite. Gilson adentrou o supermercado acompanhado de sua esposa às 18h56. Apenas três minutos depois, às 18h59, ele e Johnny Sarmento se encontraram em um dos corredores, dando início a uma discussão. Distantes um do outro, os dois trocaram insultos, e o agente chegou a fazer um gesto em direção à sua cintura, indicando possivelmente a presença de uma arma.

Em um determinado momento, Johnny demonstrou intenção de avançar sobre Gilson, sendo contido por sua companheira, que estava ao seu lado. Segundos depois, a vítima procurou um segurança do supermercado, com quem dialogou por pouco mais de um minuto. O segurança, então, passou a acompanhar Johnny durante suas compras, em uma tentativa de evitar a escalada do conflito dentro do estabelecimento.

Por volta das 19h02, Johnny e o segurança se dirigiram a outro corredor, onde a vítima apontou algo para o profissional. Embora as câmeras não revelem o que estava no final daquele setor, segundos mais tarde, às 19h03, a tensão entre Johnny e Gilson reacendeu na seção de hortifruti. Ambos voltaram a discutir, e o segurança precisou intervir para conter a vítima novamente, tentando evitar um confronto físico.

Os disparos ocorreram às 19h04. Gilson entrou em um corredor, avistou Johnny do lado oposto e, em um ato rápido, correu em sua direção. Ele sacou a arma, desviou do segurança que acompanhava a vítima e efetuou os tiros. Imediatamente, o ambiente se transformou em caos: clientes e funcionários buscaram abrigo, deitando-se no chão ou correndo para outros departamentos do supermercado, em pânico.

Johnny Sarmento tentou fugir, mas foi alvo de pontapés e acabou caindo sentado no espaço onde fica a cadeira de um dos caixas. Gilson desferiu dois chutes na vítima, um deles atingindo o rosto, antes de deixar apressadamente o estabelecimento. Não foi especificado o número total de tiros disparados, mas três deles atingiram Johnny.

Vídeo: Agente Penitenciário Atira em Vizinho no Tauste Marília - Imagem do artigo original

Imagem: www1.folha.uol.com.br

A vítima foi prontamente socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas de Marília, onde passou por cirurgia. Ele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última segunda-feira, 24, e seu estado de saúde é atualmente estável, apesar da gravidade das lesões sofridas no incidente.

A defesa do agente penitenciário reiterou que “Gilson já vinha sendo ameaçado por Johnny há algum tempo, fato repetido por Johnny na data do episódio no interior do supermercado, que se encaminhava a uma iminente agressão física”. O advogado também destacou que “Gilson é policial penal há mais de 20 anos e nunca teve nenhuma intercorrência como essa. Trata-se de fato isolado e trágico na vida dele”. Para mais informações sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro e processos de habeas corpus, você pode consultar fontes oficiais como o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Além disso, a defesa apontou que Johnny Sarmento, “hoje figura como vítima, ostenta extensa ficha criminal, com condenações transitadas em julgado, entre elas, justamente pelos delitos de ameaça e lesão”. O advogado mencionou a existência de “diversos vídeos em redes sociais que mostram Johnny, com seu rosto parcialmente encoberto, manuseando um facão”. Tais informações são utilizadas pela defesa para argumentar que “havia claro e real temor de Gilson que as ameaças perpetradas por Johnny fossem concretizadas, tendo em vista toda a perseguição no interior do supermercado”.

A defesa de Johnny Sarmento optou por não se manifestar sobre o caso neste momento. Contudo, no boletim de ocorrência relativo ao incidente, a esposa do agente penitenciário declarou que “Johnny provocou e ameaçou Gilson, afirmando que iria matá-lo”. Ela também afirmou que “a desavença entre Johnny e Gilson começou quando este [o marido] tentou intervir em uma briga entre Johnny e outro vizinho”, adicionando mais uma camada ao histórico de conflitos.

Apesar de ainda não ter se apresentado às autoridades, o agente penitenciário Gilson Júnior dos Santos redigiu uma carta ao Poder Judiciário, expressando sua disposição para colaborar integralmente com as investigações, condicionada à revogação da prisão preventiva. Quatro dias após o ocorrido, em 19 de novembro, seu advogado entregou a arma utilizada no incidente, demonstrando um passo inicial de cooperação.

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O episódio envolvendo o agente penitenciário Gilson Júnior dos Santos e seu vizinho Johnny da Silva Sarmento em Marília permanece como um caso de grande repercussão, levantando questões sobre segurança pública e a resolução de conflitos pessoais. A investigação prossegue, enquanto a Justiça avalia os próximos passos diante das evidências e depoimentos. Para acompanhar outras notícias relevantes sobre segurança e incidentes urbanos que afetam a vida das comunidades, continue explorando nossa editoria de Cidades, onde você encontra análises e atualizações diárias.

Crédito da imagem: Reprodução