A morte de Oscar Schmidt, o icônico ex-jogador de basquete brasileiro, gerou uma vasta repercussão e homenagens por parte da imprensa francesa e europeia neste sábado (18). O “Mão Santa”, como era carinhosamente conhecido, faleceu na sexta-feira, aos 68 anos, após uma longa batalha contra um tumor cerebral.
A notícia do passamento de um dos maiores nomes do esporte mundial ecoou por diversos veículos de comunicação, que destacaram a grandiosidade de sua carreira e o impacto indelével que deixou no basquete internacional. A comunidade esportiva global lamenta a perda de uma figura lendária.
Imprensa Europeia Reverencia Legado de Oscar Schmidt
O jornal francês Le Parisien, em sua edição online, classificou a partida de Oscar Schmidt como “O fim de uma era”, ressaltando a trajetória de uma verdadeira lenda do basquete. A publicação descreveu o brasileiro como um arremessador de precisão inigualável, cuja carreira foi marcada por uma longevidade excepcional e feitos históricos notáveis. Apelidado de “Um gênio do arremesso”, Le Parisien relembrou a participação de Schmidt em cinco edições dos Jogos Olímpicos, abrangendo um período de 1980, em Moscou, a 1996, em Atlanta. Ele permanece até hoje como o maior pontuador da história olímpica, acumulando mais de mil pontos. O notável atleta só se despediu das quadras profissionalmente em 2003, aos 45 anos, defendendo as cores do Flamengo.
O influente periódico Le Monde também se manifestou, referindo-se a Oscar Schmidt como um “ícone absoluto” do esporte. O jornal destacou que, por um extenso período, o brasileiro foi detentor do recorde mundial de pontos marcados ao longo de uma carreira profissional. Sua brilhante jornada se desenrolou em quadras de diversos países, incluindo Brasil, Itália e Espanha, mas de forma notória, ele nunca atuou na renomada NBA. Le Monde enfatizou que, mesmo sem passar pela liga norte-americana, Oscar conseguiu construir uma trajetória que o consolidou entre os maiores nomes do basquete global.
A decisão de Schmidt de não integrar a NBA foi um ponto de grande interesse. Selecionado pelo New Jersey Nets no Draft de 1984 – o mesmo ano em que Michael Jordan foi escolhido pelo Chicago Bulls –, Oscar optou por não aceitar o convite. Em diversas oportunidades, o atleta esclareceu que a aceitação da proposta o impediria de defender a seleção brasileira, devido às regras vigentes na época. O Le Monde ainda lembrou que essa marcante ausência na principal liga de basquete do mundo foi, de certa forma, “compensada” pela sua participação no All-Star Game de 2017, quando brilhou no tradicional jogo das celebridades, reforçando seu status atemporal no esporte.
O jornal esportivo L’Équipe, por sua vez, lamentou: “O mundo do basquete está de luto”. A publicação destacou Oscar Schmidt não apenas como o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com impressionantes 1.093 pontos anotados em 38 partidas, mas também como o maior pontuador da Copa do Mundo de Basquete, com um total de 906 pontos marcados. Tais marcas sublinham a capacidade ímpar do atleta de dominar as cestas em cenários internacionais de alta competitividade. Já o Le Figaro fez questão de frisar a “inabitualmente longa” carreira do brasileiro, que se estendeu por 29 temporadas, encerrando-se oficialmente em 2003, quando ele já contava 45 anos de idade.
O “Mão Santa” na Europa: Legado na Itália e Espanha
A influência de Oscar Schmidt não se restringiu ao Brasil. Na Espanha, país onde o “Mão Santa” também deixou uma marca indelével, os jornais repercutiram amplamente sua morte. O diário esportivo Marca recordou que, embora tenha passado a maior parte de sua carreira no Brasil, por clubes renomados como Palmeiras e Flamengo, Schmidt também teve passagens memoráveis pelo basquete europeu. Ele defendeu a Juvecaserta, na Itália, entre 1982 e 1990, e o Fórum Valladolid, na Espanha, de 1993 a 1995. O jornal espanhol classificou Oscar como um “símbolo eterno” e uma “referência moral e esportiva”, exaltando sua inegável lealdade à seleção brasileira e a corajosa decisão de recusar a NBA em nome do patriotismo esportivo.

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Contudo, foi na Itália que Oscar Schmidt vivenciou um dos períodos mais marcantes e gloriosos de sua carreira internacional. Naquele país, ele se transformou em um ídolo absoluto, elevando significativamente o patamar do campeonato italiano de basquete. A La Gazzetta dello Sport, um dos mais importantes veículos esportivos italianos, descreveu o brasileiro como “um deus, imparável”, enfatizando que bastava ele “levantar os braços” para a bola encontrar o caminho da cesta. O jornal destacou que Schmidt acumulou incríveis 13.957 pontos em 11 temporadas na liga italiana, consolidando-se como o estrangeiro mais dominante da história do campeonato. Sua notável trajetória, que o tornou um dos maiores nomes do esporte global, é frequentemente celebrada, como documentado pela FIBA, a Federação Internacional de Basquete.
Por fim, o jornal italiano La Repubblica ressaltou que Oscar Schmidt não foi apenas um dos maiores artilheiros da história do basquete italiano, mas de todo o basquete europeu. Essa vasta reverência e os recordes estabelecidos consolidam um legado que transcende fronteiras e continua a inspirar gerações de atletas e fãs do esporte em todo o mundo. A partida de Oscar Schmidt marca o fim de uma era, mas sua memória e suas conquistas permanecem vivos no coração e na história do basquete.
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A morte de Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, repercutiu intensamente na imprensa europeia, que reconheceu a perda de um gênio do arremesso e um ícone do basquete mundial. Sua recusa à NBA pela seleção e seu brilho nas quadras da Itália e Espanha são apenas parte de um legado que o eterniza como um dos maiores. Para mais informações e análises aprofundadas sobre o mundo do esporte e outros temas relevantes, continue acompanhando nossa editoria de Esporte.
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