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Fafy Siqueira celebra 50 anos de carreira com nova peça

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Fafy Siqueira celebra 50 anos de carreira marcando seu retorno aos palcos com a comédia “Já Dizia Minha Vó!”. A peça, que habilmente une humor, reflexão e impacto social, promete abordar temas contemporâneos como o etarismo e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) de maneira leve e acessível ao público. A estreia está agendada para 2 de agosto, um domingo, no Teatro UOL, localizado em São Paulo, prometendo ser um marco significativo na trajetória da renomada atriz.

A concepção do espetáculo “Já Dizia Minha Vó!” partiu de uma ideia original de Gilberto Tadeu, pai da atriz Rachel Gollassi. Inspirada pelas ricas histórias de sua avó paterna, Dona Nilza, a narrativa foi desenvolvida pelo autor Tiago Luchi e conta com a direção experiente de Isser Korik. No palco, Fafy Siqueira e a idealizadora Rachel Gollassi dão vida às personagens centrais, apoiadas por uma equipe técnica de alto nível. Esta inclui Gil Teles na assistência de direção, Tito Soffredini na preparação corporal (fundamentada nas técnicas de Klaus Viana), Marisa Rebollo na concepção visual e figurinos, César Pivetti na iluminação e Wagner Bernardes na trilha sonora.

Fafy Siqueira celebra 50 anos de carreira com nova peça

A trama central da comédia se desenrola a partir do relacionamento entre Dona Irene, uma avó com uma perspectiva de vida moderna e vibrante, e sua neta, Gabriela, uma jovem que se encontra em um momento de profunda vulnerabilidade emocional. Enquanto Gabriela busca a força necessária para se libertar de um relacionamento tóxico, Dona Irene, interpretada por Fafy Siqueira, enfrenta o desafio de reingressar no mercado de trabalho e combater o preconceito inerente à idade. A peça “Já Dizia Minha Vó!” aborda de forma sutil e didática assuntos de grande relevância social, como a luta contra o etarismo, a importância vital do apoio mútuo entre mulheres, e a promoção da igualdade de gênero e do empoderamento feminino. O objetivo é despertar no público a consciência de que a experiência de vida, o afeto e a solidariedade são ferramentas poderosas para a transformação individual e coletiva, ressoando com os desafios que a sociedade contemporânea enfrenta.

O Resgate da Interpretação no Teatro Popular

O equilíbrio entre a leveza do humor e a profundidade da reflexão é habilmente conduzido pelo diretor Isser Korik. O diretor expressa seu entusiasmo pela obra de Luchi, destacando a fluidez natural da dramaturgia que convida os atores a uma interpretação orgânica e genuína. “Já Dizia Minha Vó!” é um texto que, segundo Korik, provoca o desejo intrínseco de atuar, e ele se diz satisfeito com o convite para dirigir, enxergando a oportunidade de um trabalho direto e focado na interpretação das atrizes, em detrimento de uma encenação mais complexa ou meramente estética.

Korik buscou, em sua direção, fortalecer o vínculo afetivo e a cumplicidade entre avó e neta, sem comprometer a agilidade do roteiro ou o tom inerente de comédia da obra. Para isso, ele aplicou os conhecimentos adquiridos em seus quarenta anos de pesquisa sobre o Teatro Popular Brasileiro, uma escola que estuda desde 1985, período em que foi discípulo de Carlos Alberto Soffredini. A linguagem de interpretação é aprimorada pela colaboração com Tito Soffredini, responsável pela preparação corporal das atrizes, utilizando as técnicas refinadas de Klaus Viana para dar mais expressividade aos movimentos em cena.

Os elementos visuais criados por Marisa Rebollo, a iluminação cuidadosamente projetada por César Pivetti e a trilha sonora composta por Wagner Bernardes contribuem para uma estética teatral que se distancia deliberadamente do realismo. O objetivo principal é proporcionar ao público uma experiência de diversão e conforto, reforçando o caráter leve e envolvente da comédia e permitindo que as mensagens sociais sejam absorvidas com maior fluidez.

Leveza, Humor e Reflexão Social

A peça trata o etarismo com uma leveza notável, ilustrando de forma perspicaz como essa forma de preconceito pode limitar e, por vezes, excluir profissionais experientes e valiosos do mercado de trabalho. Ao dar voz a personagens que vivenciam tais desafios, o espetáculo “Já Dizia Minha Vó!” incentiva uma profunda e necessária reflexão sobre a convivência entre diferentes gerações e a importância de valores essenciais como o respeito e a inclusão social. Este enfoque demonstra um compromisso claro em apresentar questões sociais relevantes sem perder o tom do entretenimento, que é fundamental para a aceitação do público.

Rachel Gollassi, idealizadora e atriz da peça, revelou uma curiosa conexão pessoal com sua personagem, Gabriela, mesmo não tendo sido a inspiração direta para a criação do papel. Embora o autor Tiago Luchi tenha desenvolvido a história de forma totalmente independente, Gollassi identificou pontos em comum com as experiências da personagem durante o processo de ensaios e construção da personagem. A atriz mencionou ter vivenciado um relacionamento tóxico e compartilhar alguns conflitos internos semelhantes aos de Gabriela. Durante a construção do papel, Gollassi também se identificou com algumas características frequentemente associadas ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Sem possuir um diagnóstico formal, ela empreendeu uma pesquisa aprofundada sobre o TDAH para enriquecer sua interpretação e dar maior profundidade à personagem.

O espetáculo “Já Dizia Minha Vó!” conta com o apoio da campanha “TDAH Levado a Sério”, promovida pela Apsen, patrocinadora da temporada. A parceria busca tratar o transtorno com a seriedade e a responsabilidade necessárias, promovendo a conscientização. A produção da peça ressalta que o TDAH e a ansiedade demandam acolhimento, terapia e acompanhamento profissional, e não simplesmente a aplicação de rótulos generalistas. O engajamento da Apsen no projeto alinha-se diretamente ao seu compromisso com a saúde e o bem-estar, temas que são organicamente incorporados à narrativa, como nos cuidados de saúde que Dona Irene incorpora em sua rotina diária, reforçando a mensagem de autocuidado e atenção à saúde mental.

Os 50 Anos de Palco de Fafy Siqueira

Após meio século de dedicação ininterrupta à arte, Fafy Siqueira possui a rara liberdade e o privilégio de selecionar os projetos em que deseja se envolver, baseada em sua vasta experiência e reconhecimento. A atriz foi cativada pelo texto de Tiago Luchi, em particular pela precisão e qualidade das piadas. Ela enfatiza a raridade de encontrar um texto humorístico com piadas tão interessantes, elegantes e inteligentes na atualidade, o que foi um fator decisivo e fundamental para sua escolha por “Já Dizia Minha Vó!”.

Interpretar Dona Irene, uma mulher elegante de 70 anos, representou uma mudança bem-vinda e refrescante na carreira de Fafy Siqueira. Após anos em papéis televisivos que frequentemente exigiam abrir mão da vaidade em prol do exagero cômico, a atriz celebra a oportunidade de dar vida a uma personagem refinada, bem-vestida, que ela descreve com bom humor como uma “Meryl Streep da vida”. Fafy também aborda, por meio de sua personagem, o etarismo que a sociedade ainda impõe. Embora seu prestígio consolidado a proteja de ser preterida individualmente, ela critica abertamente a indústria por falhar em dar protagonismo a atores mais velhos, que muitas vezes são relegados a papéis coadjuvantes de avós. Nesse contexto, o papel principal de Dona Irene é considerado uma exceção e uma conquista relevante para a representatividade.

Traçando paralelos entre a ficção e a realidade, Fafy Siqueira se diverte ao delinear as distinções entre ela e sua personagem. A atriz revela que optou por não ter filhos, mas carrega uma “maternidade na alma” muito grande, expressando seu carinho e cuidado em diversas outras formas. Outra característica que Dona Irene e Fafy compartilham é a alegria e a crença inabalável na vida, um otimismo que permeia a essência de ambas e transparece em suas atuações e postura diante da vida. Para mais informações sobre o TDAH e suas implicações, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde, que oferece dados e orientações importantes.

Personagens Ditando o Ritmo da Narrativa

Para evitar que a peça adquirisse um tom panfletário ou didático excessivo, o autor Tiago Luchi revelou que sua principal diretriz criativa foi permitir que o humor emergisse de forma orgânica do choque geracional, e não de piadas diretas sobre os temas abordados. O grande desafio, segundo Luchi, foi justamente impedir que os temas centralizassem a história, priorizando o desenvolvimento aprofundado das personagens. Gabriela, por exemplo, vive intensamente, com impulsividade e imediatismo, características de sua juventude e de seus conflitos internos. Já Dona Irene encara a vida com a serenidade e a tranquilidade de quem já acumulou muitas experiências e aprendizados, o que lhe confere uma perspectiva diferente. O contraste entre essas duas visões de mundo gera situações naturalmente engraçadas e cativantes, que movimentam a narrativa.

Luchi explica que a “virada de chave” para o sucesso da peça foi construir uma forte identificação do público com as vivências da dupla, protegendo a dignidade das personagens acima da piada fácil e superficial. O objetivo foi fazer o público rir genuinamente e, simultaneamente, refletir sobre suas próprias vidas e experiências. O autor sempre se preocupou em garantir que o riso viesse das situações e da identificação com as personagens, nunca de suas dores ou vulnerabilidades. Ele acredita que essa abordagem foi crucial para preservar a leveza da comédia, desejando que o espectador saísse do teatro com a sensação de ter se divertido muito, mas que percebesse, já a caminho de casa, que também havia sido levado a uma reflexão pessoal e profunda sobre as temáticas apresentadas.

Sinopse da Comédia “Já Dizia Minha Vó!”

A história da peça apresenta Dona Irene, uma avó singular, extrovertida e cheia de vitalidade, que passa um período hospedada na casa de sua neta, Gabriela. Enquanto a jovem lida com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a ansiedade e as complexas consequências de um relacionamento tóxico, a avó enfrenta o etarismo corporativo, uma barreira que dificulta seu retorno ao mercado de trabalho, desvalorizando sua vasta experiência e potencial. Entre festas animadas, os desafios dos aplicativos de relacionamento e a vontade incessante de viver intensamente, Dona Irene e Gabriela, ao compartilharem a mesma rotina, acabam se envolvendo em situações hilárias e comoventes. Essas experiências as aproximam e revelam lições profundas sobre o amor, a autoestima, a solidariedade feminina e a importância fundamental de permanecer fiel a si mesmo, independentemente das adversidades.

Fafy Siqueira (Irene): Uma Carreira de Sucesso e Reconhecimento

Em 2026, Fafy Siqueira completará um notável marco de 50 anos de uma multifacetada carreira. Atriz, diretora, cantora e compositora, ela acumula prêmios significativos, como o Imprensa (1989), o Sated como humorista de teatro (1995), o Qualitá na televisão (1997) e o Globo de Ouro na música (1974), demonstrando sua versatilidade e talento reconhecidos em diversas áreas artísticas. Sua trajetória teatral teve início em 1984 com a peça “Amor”, de Oduvaldo Vianna. Posteriormente, estrelou grandes espetáculos como o musical “As Noviças Rebeldes”, “O Amigo Oculto” (dirigida por Marília Pêra) e “Os Monólogos da Vagina” (sob a direção de Miguel Falabella). Suas criações cômicas se tornaram sua marca registrada, com shows como “Fafy, Se Queira ou Não Queira” e “DoReMiFaFy”, ambos dirigidos por Chico Anysio e apresentados em bem-sucedidas turnês nacionais. Nos bastidores, atuou como diretora musical em montagens célebres como “Blue Jeans”, mostrando sua competência em múltiplos papéis.

Na televisão, Fafy conquistou imensa popularidade em novelas da Rede Globo, com destaque para “Hipertensão” (na qual interpretou a marcante personagem Fifi), “Zá Zá”, “Cobras & Lagartos” e “Sangue Bom”. Destacou-se em humorísticos e programas de grande audiência, incluindo a “Escolinha do Professor Raimundo”, “Zorra Total”, “A Praça é Nossa” e o “Popstar”. Na teledramaturgia, recebeu aclamação da crítica especializada ao interpretar a icônica Dercy Gonçalves nas minisséries “Dalva e Herivelto” e “Dercy de Verdade”, demonstrando sua capacidade de encarnar figuras complexas. Atuou ainda como apresentadora, assumindo o comando do programa de auditório “Alô Alô” na TV Cultura.

No cinema, integrou o elenco de sucessos populares como “Romance da Empregada”, “Sonho de Verão”, “Xuxa e o Mistério de Feiurinha” e o aclamado longa “O Shaolin do Sertão”. Paralelamente à atuação, possui uma sólida carreira musical, gravando quatro discos e consolidando-se como compositora de destaque no cenário nacional. Assinou o sucesso infantil “Marquei um X para Xuxa” e criou canções gravadas por artistas renomados como Sandy e Junior, Joanna, Sandra de Sá e Toni Tornado, evidenciando sua criatividade e alcance artístico.

Rachel Gollassi (Gabriela): Atriz Premiada e Idealizadora do Projeto

Rachel Gollassi, bacharel em Artes Cênicas pela CAL/RJ, traz uma robusta experiência aos palcos, com vasto histórico em teatro empresarial e turnês nacionais por todo o Brasil. Em sua jornada teatral, destacam-se atuações em “Sonho de uma Noite de Verão” (CCBB/RJ) e “Noite das Russas” (Caixa Cultural/RJ), além das peças “Virada no Looping” (Teatro Vannucci/RJ) e “De Artista e Louco Todo Mundo tem um Pouco” (Teatro Bibi Ferreira), que solidificaram sua presença no cenário teatral. No setor audiovisual, expandiu sua atuação para o cinema e o streaming, com participações na novela “Gênesis” (Record), no filme “Um Natal Cheio de Graça” (Netflix), no longa “Loucos Amores Líquidos” (dirigido por Alexandre Avancini) e na terceira temporada da série “Bom Dia, Verônica” (Netflix). Seu desempenho nas telas obteve reconhecimento internacional na Itália, onde foi agraciada com os prêmios de Melhor Atriz Protagonista em Florença e Melhor Atriz Coadjuvante em Roma pelo curta-metragem “Encontro Inoportuno”. Mais recentemente, tem atuado em novelas verticais, participando das produções “Conquistei um bilionário para ser meu marido” (pela plataforma ReelShort) e “Depois da prisão”, demonstrando sua adaptabilidade a novos formatos de mídia.

Isser Korik (Diretor): Quatro Décadas de Estudo do Teatro Popular

Isser Korik é uma figura proeminente na direção, atuação e produção teatral em São Paulo, cuja expertise é amplamente reconhecida. Há quatro décadas, ele se dedica ao estudo aprofundado da linguagem de interpretação do Teatro Popular Brasileiro, uma pesquisa que informa e enriquece seus trabalhos. Em sua carreira, já dirigiu mais de 50 espetáculos, alcançando sucesso tanto comercial quanto de crítica especializada. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se as comédias “10 Maneiras Incríveis de Destruir seu Casamento”, a adaptação “A Megera Domada” e “Ainda dá Tempo”. Sua vasta experiência e dedicação são evidentes na forma como ele aborda “Já Dizia Minha Vó!”, buscando extrair o melhor da interpretação das atrizes e da dinâmica entre as personagens para criar uma obra coesa e impactante.

Ficha Técnica e Serviço

A produção de “Já Dizia Minha Vó!” conta com a colaboração de Ruan Reis no texto, assistência de direção de Gil Teles, e a participação especial de Genezio de Barros, Fernanda Lorenzoni e Anastácia Custódio. A cenografia e os figurinos são de Marisa Rebollo, o desenho de luz de Cesar Pivetti e a trilha sonora de Wagner Bernardes. A preparação corporal é de Tito Soffredini, a preparação vocal de Alessandra Zalaf e a coreografia de sapateado de Carla Vasquez. A cenotécnica fica a cargo da Casa Malagueta. A direção de produção é de Maristela Bueno, com produção executiva de Tiago Luchi e Rachel Gollassi, e Thomas Marcondes como produtor. A operação de luz é de Rodrigo Pivetti e a contrarregragem de Pedro Sousa. A coordenação administrativa é da Artssi Produções e L Ponto Produções, com prestação de contas pela Pipoca Cultural. O design gráfico e as redes sociais são de Gigi Prade, a gestão de tráfego de Thiago Marques, a fotografia artística de Saymon Sampaio, a landing page de Ivan Brasileiro e o vídeo de IA de Guil Valente. A assessoria de imprensa é da Arteplural, com M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira.

A temporada de “Já Dizia Minha Vó!” no Teatro UOL (Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618 – Consolação) terá início em 2 de agosto e segue até 25 de outubro. As sessões ocorrem aos sábados e domingos, sempre às 18h. Os ingressos custam R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia-entrada), com ingressos populares disponíveis por R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). Para a compra de ingressos, os interessados podem acessar o link de vendas.

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A comédia “Já Dizia Minha Vó!” é uma oportunidade imperdível para o público paulistano testemunhar Fafy Siqueira celebrar 50 anos de carreira em um espetáculo que combina comédia inteligente com reflexões profundas sobre temas sociais urgentes como etarismo e TDAH. Não perca a chance de se divertir e se emocionar com essa produção que promete ser um dos destaques da temporada teatral de São Paulo, oferecendo tanto risadas quanto momentos de introspecção. Continue acompanhando nossa editoria de Celebridade para mais novidades do mundo do entretenimento e fique por dentro dos próximos espetáculos e eventos culturais.

Crédito da imagem: Saymon Sampaio

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