A Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS), classificando-o como um modelo global de atendimento universal. A declaração partiu do diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante visita ao Brasil na última segunda-feira, 27 de julho de 2026, destacando a capacidade do SUS de cobrir mais de 200 milhões de pessoas com serviços de saúde essenciais.
A avaliação positiva foi proferida no Hospital Federal do Andaraí, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha, além de outras autoridades estaduais e municipais. O diretor-geral da OMS ressaltou a singularidade e a amplitude do sistema brasileiro, que se destaca no cenário mundial por sua abrangência.
OMS Elogia SUS: Brasil é Exemplo Mundial em Saúde Universal
Ghebreyesus enfatizou a raridade de sistemas públicos de saúde com tamanho alcance global. “O SUS se destaca como um dos poucos sistemas de saúde no mundo a oferecer cobertura completa à população. Isso assegura o acesso a serviços de saúde para indivíduos que não teriam condições de arcar com os custos,” afirmou o diretor-geral. Ele prosseguiu, afirmando que “o Brasil serve como um paradigma global. O sistema de saúde do país, universal por natureza, comprova que a saúde é um direito de todos, e não apenas de uma parcela.” Para aprofundar o conhecimento sobre sistemas de saúde universais e as iniciativas da Organização Mundial da Saúde, visite o portal oficial da OMS.
Além do reconhecimento ao SUS, Tedros Adhanom Ghebreyesus também enalteceu o papel ativo do Brasil na esfera da saúde internacional. Ele mencionou especificamente o acordo global sobre pandemias, aprovado este ano, e a colaboração histórica entre a OMS e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), evidenciando a influência brasileira nas discussões sanitárias globais e no avanço da ciência e saúde pública.
Um dos pontos altos da agenda de Tedros no Brasil foi sua participação na entrega do dossiê que marca o início do processo de certificação internacional para a erradicação da transmissão vertical da hepatite B — ou seja, de mãe para filho — como um problema de saúde pública no território nacional. A cerimônia, que representou um marco significativo, coincidiu com o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Segundo o diretor-geral, essa conquista é o resultado de anos de dedicação e trabalho árduo de profissionais de saúde, cientistas e comunidades em todo o Brasil. “Mais uma vez, expresso minha gratidão ao Brasil por demonstrar que a eliminação é uma prática constante, e não meramente um conceito,” declarou, ressaltando o comprometimento nacional com a saúde pública.
A passagem de Tedros Adhanom pelo Hospital Federal do Andaraí fez parte de uma agenda mais ampla no Brasil, que incluiu a participação na Conferência Internacional sobre HIV/Aids. Além disso, o diretor-geral da OMS cumpriu uma série de compromissos com o Ministério da Saúde, focados em estratégias para a eliminação de doenças e o fortalecimento da parceria entre a OMS e as instituições brasileiras, visando aprimorar ainda mais as políticas de saúde e a colaboração em pesquisa e desenvolvimento.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Durante a visita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso com a recuperação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, com o objetivo de transformá-los em centros de excelência. “Não há no planeta nenhum país com uma população superior a 100 milhões de habitantes que possua um sistema de saúde universal em pleno funcionamento como o nosso SUS,” declarou o presidente. Ele ainda complementou, valorizando o trabalho de todos os envolvidos: “O SUS opera eficazmente graças à coragem de faxineiros, enfermeiros, médicos, técnicos e todos os demais trabalhadores que se dedicam ao cuidado das pessoas. É por essa razão que estamos empenhados em fortalecer o SUS,” sublinhando a importância da dedicação dos profissionais da saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sublinhou que a visita foi uma oportunidade para apresentar à OMS algumas das iniciativas implementadas pelo sistema público brasileiro. “Nosso objetivo é consolidar no Brasil a maior rede pública universal de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer em escala global,” afirmou o ministro. Padilha também salientou a expansão da infraestrutura dedicada ao tratamento oncológico, incluindo a criação de novos centros de radioterapia, a ampliação do programa Brasil Sorridente, a introdução da cirurgia robótica no SUS, a melhoria do transporte sanitário e o reforço da atenção básica, demonstrando o investimento contínuo na saúde da população.
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Em síntese, a visita do diretor-geral da OMS ao Brasil reafirmou a importância do SUS como um referencial global de saúde pública universal. As declarações de Tedros Adhanom Ghebreyesus, do presidente Lula e do ministro Padilha convergem na visão de um sistema de saúde robusto e em constante aprimoramento, capaz de servir como inspiração para outras nações. Para continuar acompanhando as análises e desdobramentos sobre as políticas de saúde e outras questões relevantes no cenário nacional, convidamos você a explorar mais conteúdos em nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Igor Toscano/IMIP







