A discussão sobre a eficácia da comunicação interna e eventos corporativos é cada vez mais pertinente em um cenário onde o tempo dos colaboradores é um recurso precioso. Reunir pessoas de diferentes setores e localidades da empresa exige um compromisso claro: oferecer razões tangíveis para a presença. Tais motivos podem se manifestar no reconhecimento profissional, na oportunidade de networking com colegas de outras áreas ou na chance de expressar opiniões que moldam o futuro da organização, transformando uma simples reunião em uma experiência verdadeiramente valiosa.
Foi com essa premissa que foram avaliados os projetos laureados em duas categorias do 4º Prêmio Empresas que Melhor se Comunicam com Colaboradores (PEMCC): “Evento”, do pilar Canais e Meios, e “Feel (A)live”, que premia experiências presenciais que mobilizam equipes. Diversas empresas de destaque, como Nubank, Motiva, TOTVS, Nexa, Cury e Unipar, utilizaram seus encontros para propósitos variados, desde celebrações anuais e premiações de projetos até a apresentação de novas marcas, capacitação de lideranças e estímulo à inovação e aos valores corporativos.
Comunicação Interna e Eventos: Maximizando a Experiência Corporativa
Um ponto comum entre esses cases de sucesso é a atuação estratégica da comunicação interna, que se inicia muito antes da realização do evento, englobando campanhas de divulgação, convites e suporte aos participantes, e se estende após a conclusão, mantendo o assunto relevante no cotidiano da empresa. A seguir, detalhamos o projeto vencedor da categoria Evento.
Nubank: Conectando o Presente ao Futuro da Organização
O Nubank, um dos maiores bancos digitais globalmente e vitorioso na categoria Evento, enfrentou o desafio de reunir mais de seis mil colaboradores (“Nubankers”) distribuídos em cinco nações, no final de 2025. O objetivo era tanto encerrar o ano com chave de ouro quanto delinear a visão da companhia para a próxima década. A solução encontrada pela comunicação interna foi escalar o “Coffee Break”, um encontro quinzenal já familiar aos funcionários, onde a liderança compartilha atualizações, celebra conquistas e conecta as metas diárias das áreas às prioridades estratégicas da organização.
A escolha de partir de um ritual já estabelecido não foi aleatória. O “Coffee Break” é um canal essencial de comunicação estratégica, que contextualiza informações, alinha direções e prepara o terreno para iniciativas futuras. A edição especial, batizada de “Season Finale 2025” – uma alusão ao encerramento de temporadas de séries –, ganhou proporções inéditas. A ideia central era fazer a empresa inteira pausar para refletir sobre o ano como um time coeso e, simultaneamente, introduzir o primeiro capítulo do #NuFuture, a visão de longo prazo da companhia.
Para comunicar o futuro de uma maneira envolvente, o palco foi o cenário ideal. Utilizando inteligência artificial, o Nubank apresentou o “David do futuro”, uma projeção do CEO e cofundador David Vélez vinda de 2035. Essa versão futurista descreveu o banco que a empresa almeja ser: global, com uma gama de produtos que transcende os serviços financeiros atuais e presença em novos mercados. A conversa no telão com o CEO de dez anos à frente, nas palavras da própria empresa, “abriu uma janela para o futuro”.
Essa “viagem no tempo” tinha um propósito concreto: vincular as conquistas de 2025 ao “ano da virada”, 2026, escolhido para iniciar a construção do Nubank global. O encontro não se limitou a expor uma estratégia pré-determinada, mas visava fazer com que cada Nubanker se reconhecesse nesse futuro. Essa distinção é crucial, pois entender os planos da empresa é diferente de se enxergar como parte integrante deles. Para unir esses dois pontos, a comunicação interna do Nubank combinou, em um de seus principais eventos, o reconhecimento e os planos para 2035, transformando o encerramento do ano em um convite ao orgulho, pertencimento e responsabilidade coletiva pelo próximo ciclo.
O evento também reservou espaço para celebrar aqueles que impulsionaram a empresa. Três momentos distintos no palco marcaram essa celebração: o “Just Do It Awards”, o principal prêmio global, que reconheceu indivíduos e equipes com resultados excepcionais, com o famoso troféu-tênis roxo; a homenagem aos colaboradores com uma década ou mais de casa, que receberam um troféu simbolizando o “Day One” (ainda é o primeiro dia); e o “Nu Awards”, apresentado pela cofundadora Cristina Junqueira, que funcionou como um “Oscar” da cultura interna, recontando histórias e momentos marcantes do ano.
Tamanha magnitude não acontece por acaso. A comunicação interna do Nubank iniciou o planejamento do evento meses antes, gerenciando confirmações de presença, capacidade do local e lista de espera para evitar superlotação. No dia do evento, o Slack foi usado para mensagens segmentadas e atualizações em tempo real, enquanto um canal de atendimento tirava dúvidas sobre logística, vouchers e acessibilidade. Posteriormente, a intranet se tornou o hub para rever a gravação, acessar fotos e responder à pesquisa de satisfação. A celebração transcendeu a transmissão, com festas e happy hours em cada localidade, prolongando a “sensação de viajar no tempo juntos”.
Os números refletem o sucesso dessa iniciativa: mais de 6,3 mil “Nubankers” participaram, seja presencialmente ou online, em cinco países, com aproximadamente 1,6 mil pessoas em São Paulo e 95% de satisfação com a transmissão. Para a empresa, o encontro demonstrou como a comunicação interna pode integrar storytelling de futuro, uso estratégico de inteligência artificial e uma operação multicanal e internacional, cumprindo o propósito de apresentar a visão de um futuro “construído juntos”.
Motiva: Reconhecimento que Quebra Barreiras Geográficas
A Motiva, uma das maiores empresas de infraestrutura de mobilidade do Brasil, com 16 mil colaboradores espalhados por 13 estados, também se destacou no PEMCC. Seu programa “Gigantes do Ano” foi reconhecido na categoria Evento e venceu a categoria Feel (A)live, mostrando como a comunicação pode engajar equipes distantes, distribuídas por rodovias, aeroportos e trilhos.
O prêmio surgiu em um momento crucial para a empresa, que passava por um rebranding e consolidava uma cultura organizacional revisada há menos de três anos. Havia uma nova identidade de marca a ser vivenciada internamente, pelos próprios colaboradores. A iniciativa visava reconhecer projetos e atitudes alinhadas aos três pilares culturais da Motiva: Integridade, Integração e Impacto. Por ser a primeira grande premiação a abranger todos os negócios do grupo, desde concessões de aeroportos a metrôs e VLTs, a credibilidade era fundamental. Tatiana Fritz, gerente de Comunicação Interna da Motiva, ressaltou que a magnitude do prêmio exigia imparcialidade e uma organização impecável. Para isso, o regulamento foi elaborado pela comunicação com o apoio de uma agência especializada e validado pelo CEO e vice-presidentes.
Escolhas estratégicas reforçaram o espírito da iniciativa: cargos de liderança não participaram da disputa, garantindo que o reconhecimento fosse totalmente das equipes. Em vez de um único vencedor por categoria, houve um por plataforma de negócio, priorizando a troca de conhecimento sobre a competição. A avaliação contou com 50 jurados internos e externos, incluindo especialistas do Insper e da Boston Consulting Group, que receberam um manual, um sistema de votação digital e encontros de alinhamento. Na primeira fase, diretores e gerentes não avaliavam projetos de seus próprios negócios, assegurando a imparcialidade.
No entanto, regras bem definidas não são suficientes se o convite não chega à base operacional. Tatiana destacou a dificuldade de alcançar os 16 mil colaboradores, especialmente os da operação. A campanha, que durou sete meses, mobilizou a alta liderança, 450 líderes e cerca de 30 multiplicadores em 37 concessões. Também ofereceu atendimento humano em três turnos e um prompt na Motiv.AI, a inteligência artificial interna, para auxiliar na transformação de projetos em cases de sucesso.
Para gerar crença na possibilidade de ascender ao palco, a comunicação interna criou uma “aura de status” em torno do prêmio, prometendo visibilidade, um troféu entregue pela diretoria executiva e uma viagem a São Paulo. A intenção era demonstrar que a Motiva não apenas valoriza o protagonismo de seus colaboradores, mas os reconhece “em grande estilo”, como enfatizou Tatiana.
O evento em si foi memorável, realizado na Estação Motiva Cultural, espaço restaurado na histórica Estação Júlio Prestes, em São Paulo. Quinhentos colaboradores de todo o Brasil participaram de uma celebração “com cara de Oscar”, transmitida ao vivo. Apresentar o espaço foi também uma forma de mostrar o propósito e o legado da empresa. Um dos momentos mais simbólicos foi ver profissionais da operação, que raramente ocupam o ambiente corporativo, subindo ao palco para serem reconhecidos pelos vice-presidentes e posarem para fotos. “Ver essas pessoas celebrando e tirando fotos com os vice-presidentes, trocando sorrisos e histórias foi a comprovação de que, quando celebramos juntos, nos tornamos ainda mais Motiva”, resumiu Tatiana. Além do troféu, os premiados receberam certificado, medalha e um guia de experiências culturais em sua região, pensado para criar boas memórias com a família.
Os resultados foram impressionantes: 352 cases inscritos por 940 colaboradores na primeira edição, evidenciando que as equipes se sentem à vontade para compartilhar seu protagonismo. O evento tornou-se um motor de integração, quebrando barreiras entre as áreas e elevando o indicador de orgulho da pesquisa anual de comunicação interna para 92 pontos, uma marca histórica. Ser um “Gigante do Ano” passou a ser uma aspiração entre os colaboradores. A P3K Comunicação, parceira da Motiva, desempenhou um papel crucial. Elizeo Karkoski, diretor executivo da agência, destacou o desafio de alcançar equipes sem acesso constante a canais digitais. A campanha buscou despertar a vontade de participar, com líderes incentivando e mapeando iniciativas. A mensagem central foi: “Não existe projeto grande ou pequeno. Todos são relevantes e a atitude de realizar e participar é maior ainda”, reforçando o foco no colaborador como o centro da narrativa.
TOTVS: Unindo Marcas e Culturas Internamente
Outro destaque na categoria Evento foi a TOTVS, uma das maiores empresas de tecnologia do país. Com um crescimento acelerado e uma série de aquisições, a empresa precisava evoluir sua arquitetura de marcas, ou seja, a forma como a marca principal se organiza em relação às empresas e unidades do grupo. Mais do que uma decisão técnica, o desafio era cultural. Bianca Amodeo, então gerente executiva de Marketing e Comunicação da TOTVS, explicou a preocupação em evitar qualquer percepção de perda de identidade ou sobreposição de marcas, especialmente para quem chegara via aquisição. Era essencial “unir sem apagar”, garantindo que unificar não significasse “pasteurizar”.

Imagem: melhorrh.com.br
A comunicação interna levou a novidade aos canais que cada público já utilizava, como intranet, e-mail, Slack e TVs corporativas, apresentando a nova arquitetura como um novo capítulo na trajetória de cada empresa. Diante da última grande evolução da marca ter ocorrido há cerca de dez anos, o momento pedia uma ação à altura, e a equipe optou por “contar primeiro para dentro”.
A estratégia se desdobrou em três etapas: antecipação, lançamento e sustentação. Iniciou-se com teasers em canais internos e inscrições limitadas para o auditório, criando um “clima de estreia exclusiva, tal como em uma première de cinema”, segundo Bianca. O lançamento aconteceu ao vivo no auditório da matriz em São Paulo, com transmissão simultânea para franquias, filiais e unidades no Brasil e no exterior, além de tradução simultânea e intérprete de Libras. Isso garantiu que todos recebessem a mesma mensagem simultaneamente, marcando um momento de união em que a companhia “virou a página junto e sob o mesmo tom de voz”.
Na fase de sustentação, foram criados conteúdos de apoio, como uma websérie na universidade corporativa, fundos de tela e templates para download. Uma campanha simbólica marcou a troca dos crachás, permitindo que cada colaborador enviasse sua foto para receber a nova identificação. Essa substituição funcionou como uma adesão voluntária e visível à nova identidade, com muitos exibindo o novo crachá no LinkedIn.
A resposta foi excelente: mais de 5,1 mil conexões online, um recorde de audiência interna na empresa (com estimativa de alcance de mais de seis mil pessoas, considerando equipes reunidas). No auditório da matriz, mais de 300 pessoas assistiram, e a intranet registrou mais de 26 mil acessos aos conteúdos de apoio. Os números, para Bianca, mostram que o time não apenas assistiu à mudança, mas “escolheu adotá-la prontamente”. O reconhecimento no PEMCC consolidou a certeza de que, para expandir o negócio com solidez, “o alinhamento precisa ser construído, antes de tudo, genuinamente de dentro para fora”.
Nexa: Transformando Alinhamento em Conexão para Líderes
A Nexa, mineradora com operações no Brasil e no Peru, também reconhecida na categoria Evento, realiza anualmente, desde 2020, seu “Encontro de Líderes” para reunir CEO, vice-presidentes, diretores-gerais e líderes estratégicos. Inicialmente focado no alinhamento estratégico, a empresa percebeu que era preciso ir além: os líderes necessitavam de conexão, não apenas de direção.
Essa percepção levou a equipe de comunicação a modificar o formato. Em 2024, o encontro ganhou uma identidade completa, inspirada em uma “viagem de avião”, com cartões de embarque, sala que simulava um aeroporto e anúncios que marcavam os momentos do dia. “Já não era uma reunião. Era uma experiência”, definiu a Nexa. Em 2025, a metáfora foi aprofundada com o conceito “O próximo voo só decola com você”, incentivando a “pausar, refletir sobre a bagagem que cada líder carrega e lembrar que, mesmo com turbulência, é o time que sustenta o voo”.
A edição de 2025 foi estruturada em três dimensões: inspiração individual, conexão coletiva e cuidado humano. O convite, feito um mês antes, pedia algo incomum para um evento de estratégia: que os líderes escolhessem uma foto significativa de suas próprias vidas, sinalizando que não seria “apenas um evento de estratégia, mas um evento sobre pessoas”. A programação incluiu círculos de diálogo para construir confiança, um jantar às cegas para exercitar a empatia, uma dinâmica de impacto social e uma conversa aberta com o CEO sobre a estratégia. Ao todo, 140 líderes passaram dois dias juntos, traçando a “Rota 2026”. A comunicação interna integrou momentos de escuta e convivência aos eventos anuais de liderança, aproximando quem toma as decisões do negócio. Para a Nexa, o sentido do encontro reside nas relações que os líderes constroem e levam para suas equipes, tratando-o como um “movimento”. “O Encontro de Líderes não é um evento sobre o negócio. É um espaço onde os líderes param, se conectam e preparam o futuro. Porque, no final, são as pessoas que fazem o negócio voar”, concluiu a empresa.
Cury: Inovação Aberta e Construção de Futuro
Na categoria Feel (A)live, a construtora Cury, com forte atuação no mercado residencial, foi destaque com a evolução de seu programa de inovação, o “Inova Cury”. Anteriormente restrito a gestores e diretores, a Cury decidiu, em 2025, abrir as portas para que todos os profissionais pudessem inscrever ideias e projetos-piloto, com a mentoria da Fábrica de Criatividade. O desafio, segundo Daniela Lima, superintendente de RH, era apresentar essa evolução de forma clara e atrativa, alcançando naturalmente tanto os profissionais dos canteiros de obras quanto os do escritório.
A campanha buscou inspiração no Monopoly Deal, resultando no conceito de “uma cidade em construção”, que associou o desenvolvimento das propostas ao desenho, peça por peça, de uma cidade do futuro. Essa narrativa conectou o propósito do Inova Cury ao negócio da construtora, tornando a jornada “mais leve, interativa e envolvente”. A campanha dividiu a jornada em 12 “casas”, como as de um tabuleiro, distribuídas entre pré-lançamento, desenvolvimento e encerramento. A largada contou com vídeos do presidente, Fábio Cury, e do vice-presidente de Engenharia, Paulo Cury. Seguiram-se convites, um workshop de sensibilização que culminou na abertura das inscrições e fases como “Vozes da Cidade INOVA” e “Obras em andamento”, que acompanhavam a evolução dos times.
Daniela Lima ressaltou que a chave do sucesso foi estruturar a comunicação como uma jornada contínua, e não como uma ação pontual. A Fábrica de Criatividade ofereceu encontros e orientação para que os participantes testassem a viabilidade das ideias. Na Cury, a comunicação interna “costurou os eventos do programa a convites, orientações e registros dos projetos, buscando envolver tanto quem está no canteiro de obras quanto quem está no escritório”, reforçando cada fase, valorizando as entregas e evidenciando a evolução dos participantes. O programa recebeu 30 projetos inscritos, nove chegaram à final e foram apresentados a uma banca, e três foram reconhecidos como vencedores. O encerramento ocorreu em março de 2026, no LideraCury, evento de liderança da empresa, onde os finalistas foram celebrados. Esse momento, além de valorizar o empenho, “reforçou que inovar faz parte da cultura da Cury e que toda boa ideia pode gerar valor para a companhia”. O reconhecimento no PEMCC demonstra que “inovação e comunicação caminham juntas, fortalecendo uma cultura em que todos se sentem parte da construção do futuro da companhia”.
Unipar: Refletindo Valores e Fortalecendo a Cultura
O último case desta análise é da Unipar, líder na produção de cloro e soda na América do Sul e também destaque em Feel (A)live. Anualmente, a Unipar realiza o “Dia da Cultura” para trabalhar seus valores, sintetizados na sigla SUPERE (Sustentabilidade, Protagonismo, Ética e Credibilidade, Respeito às Pessoas e Excelência e Qualidade). No entanto, havia a percepção de que os valores eram conhecidos, mas vistos mais como conceitos do que como comportamentos diários. A edição de 2025 concentrou esforços em Sustentabilidade e Protagonismo para dar um passo além, criando uma experiência capaz de conectar esses princípios à realidade de cada colaborador, ajudando as equipes a reconhecerem esses valores nas escolhas cotidianas.
O mote da campanha, “Você reflete nossa cultura”, utilizou a metáfora do espelho. Juliana Barbieri, coordenadora de Comunicação Interna da Unipar, destacou a premissa de que cada colaborador é, simultaneamente, reflexo da cultura existente e agente ativo na construção da cultura desejada. Espelhos interativos com mensagens-chave foram instalados nas unidades, convidando à reflexão sobre as próprias atitudes. A jornada começou semanas antes, em julho, com a preparação de líderes e do Comitê de Cultura, que receberam um kit com cards, roteiros e guias de conversa. Em agosto, vieram o teaser e, no dia 13, o “Dia D”, com uma live transmitida de Santo André e intervenções teatrais que deram corpo aos valores. Nos dias seguintes, até 19 de agosto, jogos, murais, ativações nos refeitórios e rodas de conversa ocuparam as unidades. A comunicação interna da Unipar combinou eventos e ações na rotina das unidades para discutir Sustentabilidade e Protagonismo com equipes de diferentes turnos.
Garantir a mesma experiência em diferentes ambientes (fábrica e escritório), turnos, e localidades (Brasil e Argentina) foi um desafio significativo. A solução foi a flexibilidade, com gravações das transmissões, materiais específicos por turno, conteúdos bilíngues, ativações itinerantes nas fábricas e Diálogos Diários de Segurança (DDS) temáticos. Essa adaptação reforçou que a cultura é única, mas pode ser vivenciada de maneiras diversas, conforme o contexto de cada equipe. Os resultados incluíram mais de 40 rodas de conversa, 350 fotos impressas nas unidades e uma maior participação das lideranças. Para Juliana, o maior aprendizado está no formato: ao promover experiências em vez de apenas transmitir mensagens, a campanha fortaleceu o aprendizado coletivo e mostrou que a cultura se consolida quando é vivida, discutida e praticada continuamente. O reconhecimento no PEMCC confirma que “investir em comunicação interna é investir na evolução da cultura organizacional e no fortalecimento das pessoas que tornam essa cultura viva todos os dias”.
A eficácia da comunicação nos eventos corporativos vai muito além da simples transmissão de informações, transformando encontros em experiências significativas. Seja através de viagens ao futuro, palcos de premiação ou espelhos reflexivos, o valor reside em dar espaço ao colaborador – reconhecendo-o, ouvindo-o e convidando-o a ser parte ativa da construção do futuro. É esse cuidado, que se estende do planejamento à execução e ao pós-evento, que a comunicação interna tem aprimorado para motivar a participação e o engajamento.
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A pergunta fundamental permanece: o que um evento oferece a quem aceita o convite? Quando a resposta é clara e ressoa com as expectativas e necessidades dos colaboradores, a presença se justifica e, idealmente, inspira o desejo de compartilhar a experiência. Para aprofundar suas análises sobre as dinâmicas do mercado e a gestão estratégica, continue explorando nossa editoria de Economia.
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