A agenda dos candidatos a presidente no sábado, 22 de agosto de 2026, foi marcada por intensa movimentação em diversas capitais do país, com destaque para os compromissos simultâneos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na cidade do Rio de Janeiro. Enquanto os dois postulantes concentravam suas atividades na capital fluminense, os demais presidenciáveis distribuíram suas campanhas por outros estados, engajando-se em caminhadas, panfletagens, entrevistas e encontros estratégicos com o eleitorado, abordando temas cruciais como segurança pública, educação e desenvolvimento econômico.
A corrida eleitoral para as eleições de 2026 intensifica-se, e cada sábado se torna um palco para os candidatos apresentarem suas plataformas e se conectarem com a população. As propostas apresentadas neste dia refletem as prioridades de cada campanha em um cenário político dinâmico e desafiador. As equipes de campanha trabalham arduamente para maximizar o alcance das mensagens e solidificar a base de apoio em um momento decisivo antes do pleito.
Agenda Candidatos Presidente: Atos no Rio e Propostas Chave em 22/08
No Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua busca pelo quarto mandato, realizou o primeiro comício de sua campanha na capital fluminense, no Estádio Proletário Moça Bonita, situado em Bangu, Zona Oeste. Lula enfatizou a importância das candidaturas regionais de sua coalizão como um meio de resgatar o estado do Rio de Janeiro da criminalidade e impulsionar seu progresso econômico. A educação foi um pilar central em seu discurso, com a promessa de expandir a oferta de escolas em tempo integral e estabelecer novos institutos federais. Ele argumentou que, “quando alguém disser para vocês: ‘mas custa caro fazer educação’, vocês precisam responder, e quanto custa não fazer? Ou a gente investe em educação hoje ou vai ter que investir em cadeias amanhã. Eu sei que o sonho de cada mãe, de cada pai é deixar uma profissão para os filhos”.
O candidato petista também abordou a política externa, declarando disposição para negociações em áreas como a exploração de terras raras, mas ressaltou que o Brasil será sua prioridade e que os interesses nacionais guiarão suas decisões. Adicionalmente, Lula manifestou intenção de fortalecer o aparato de defesa nacional para proteger as fronteiras e assegurar o respeito do país em contextos de divergência internacional. Em matéria de segurança pública, ele prometeu: “Vamos tirar os bandidos dos territórios do Rio de Janeiro e devolver o território para o povo. Não vamos fazer pirotecnia, matar 100 ou 200, mas vamos prender.”
Simultaneamente, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) também cumpriu agenda no Rio de Janeiro, participando de um evento no Maracanãzinho, na Zona Norte, que marcou o lançamento conjunto de diversas candidaturas do PL no estado. Seu discurso concentrou-se intensamente na segurança pública, onde ele afirmou que o avanço do crime organizado no Rio e no país exige medidas mais severas para combater a criminalidade. Bolsonaro propôs classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações terroristas, defendendo o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a introdução da castração química para estupradores. Em uma fala enfática, ele declarou: “O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós que as ruas são nossas.” O candidato também indicou que pretende manter os programas de transferência de renda, desde que associados à qualificação profissional, à expansão do ensino técnico e ao estímulo ao empreendedorismo por meio de iniciativas para a criação de pequenas empresas.
Outros Candidatos e Suas Propostas
Em sua jornada de campanha, Ronaldo Caiado (PSD) esteve presente em Araçatuba e Campinas, onde concedeu entrevistas a jornalistas. O candidato defendeu a necessidade de o Brasil aprimorar os investimentos em logística para reduzir custos e elevar a competitividade econômica, com foco especial no agronegócio. Na esfera da segurança pública, Caiado propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial no combate ao crime. Ele também defendeu ações conjuntas com países vizinhos para enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro. Questionado sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1, sua resposta foi direta: “sim, sou a favor”, embora não tenha detalhado a implementação ou modelos de transição.
O candidato Augusto Cury (Avante) passou o dia em São Paulo (SP). Pela manhã, participou como convidado do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará. A tarde foi dedicada à gravação de conteúdos de campanha e à preparação para o primeiro debate presidencial. À noite, Cury tinha programada uma visita à tradicional Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no bairro do Bixiga, um evento cultural e religioso de grande importância na cidade.
Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) esteve na Praça Dom Orione, em Bela Vista, onde dialogou com aposentados e pensionistas. Ao ser questionado sobre suas propostas para a Previdência, ele defendeu a criação do contrato de trabalho por hora, visando, segundo ele, a ampliação da formalização e o aumento da arrecadação previdenciária. Zema ponderou: “Talvez vamos ter de aumentar o tempo de contribuição de quem está chegando no mercado de trabalho”, defendendo que a reforma previdenciária seja implementada de forma gradual. O candidato reiterou sua posição contrária às apostas online, classificando-as como “cocaína digital”, e prometeu acabar com essa atividade caso seja eleito presidente.
Renan Santos (Missão) lançou, no Jardim Panorama, em São Paulo, o que sua campanha denominou de “marco da desfavelização”. O candidato defendeu um programa nacional de urbanização de favelas, que incluiria a construção de edifícios residenciais, a melhoria da infraestrutura e a abertura dessas regiões para novos empreendimentos. Segundo Renan Santos, a verticalização permitiria garantir moradia aos atuais residentes e, ao mesmo tempo, reorganizar urbanisticamente essas áreas, inclusive com a participação privada na implantação de novos bairros, serviços e hotéis. Ele também defendeu a criação de regras para proibir invasões de terrenos públicos e privados e criticou movimentos que, em sua visão, “utilizam famílias como massa de manobra em ocupações”.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
No Rio de Janeiro, Edmilson Costa (PCB) participou de uma reunião da Internacional Antifascista, na Casa da América Latina. Ele afirmou: “Nós defendemos a necessidade da formação de uma frente antiimperialista, com a participação do movimento sindical, popular da juventude para se contrapor a ofensiva do imperialismo em nosso país e que esse movimento coloque também na ordem do dia a pauta dos trabalhadores. Esse processo deve se materializar na construção dos Comitês Populares nos bairros, nos locais de trabalho e estudo, de forma a que o movimento ganhei um caráter de massa.”
Em São Paulo e na região do ABC, Hertz Dias (PSTU) dedicou sua agenda a caminhadas e panfletagens, com discursos em defesa da moradia popular e críticas à especulação imobiliária. Ele declarou: “São Paulo expressa uma das maiores contradições do país. De um lado, imóveis vazios e grandes empreendimentos voltados ao lucro. De outro, milhões de trabalhadores vivendo em condições precárias, pagando aluguéis abusivos ou enfrentando enormes dificuldades para conquistar uma moradia digna.” Como proposta, ele defendeu a implementação de um amplo plano nacional de obras públicas focado na construção de moradias populares, escolas, hospitais, creches, obras de saneamento e outros equipamentos urbanos.
A candidata Clariana Barão (DC) concedeu diversas entrevistas a veículos jornalísticos, onde defendeu a substituição gradual da escala 6×1 pela 5×2. Ela argumentou que essa mudança pode significativamente melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Barão ponderou que a transição deve ser cuidadosamente planejada e adaptada às diferentes realidades de setores como comércio, saúde, indústria e tecnologia, sem que haja redução salarial, aumento da precarização ou perda de empregos. A candidata afirmou: “A pergunta não deve ser apenas se somos a favor ou contra a escala 6×1, mas como garantir mais qualidade de vida sem comprometer o crescimento econômico.”
Por fim, Wilson Grassi (Democrata) realizou duas reuniões neste sábado com as equipes de coordenação e de marketing de sua campanha. Importante ressaltar que, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está impedido de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. As equipes de reportagem também tentaram contato com os candidatos Rui Costa (PCO) e Samara Martins (Unidade Popular), mas não obtiveram retorno até o fechamento desta matéria.
Acompanhar a diversidade de propostas e a dinâmica da campanha presidencial é fundamental para entender os rumos do país. Para mais informações sobre o processo eleitoral e as decisões da Justiça Eleitoral brasileira, você pode consultar o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
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Este sábado, 22 de agosto de 2026, demonstrou a pluralidade de agendas e propostas dos candidatos à Presidência, com debates acalorados sobre segurança, educação e economia, especialmente nos eventos de grande porte no Rio de Janeiro. Acompanhe a nossa cobertura completa das Eleições 2026 e fique por dentro de todos os desenvolvimentos dessa importante corrida eleitoral.
Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL







