A agenda global desta quarta-feira (23) promete movimentar o cenário financeiro e político, com a divulgação de importantes indicadores econômicos e desdobramentos políticos em diversas partes do mundo. Investidores e analistas estarão atentos aos Índices de Gerentes de Compras (PMI) nos Estados Unidos e na Zona do Euro, além de pronunciamentos de membros do Federal Reserve (Fed), que podem sinalizar os próximos passos da política monetária americana.
No Brasil, a atenção se volta para a reta final das eleições, com a expectativa pela nova pesquisa AtlasIntel e dados do mercado de trabalho. A repercussão da ata da última reunião do Copom e o desempenho do Ibovespa na véspera também ditam o ritmo do mercado doméstico, em meio a debates e discussões sobre o futuro econômico do país.
Agenda Global: PMIs, Eleições e Destaques Econômicos de Quarta
Nos Estados Unidos, a divulgação do Índice de Gerentes de Compras (PMI) será um dos pontos altos da agenda. Contudo, o foco principal recairá sobre as aparições de membros do Federal Reserve (Fed), com destaque para a participação de Michael Barr às 11h05. Segundo análise do Bradesco, o mercado busca nas falas dos dirigentes pistas sobre a avaliação do comitê acerca da economia e das perspectivas para as taxas de juros, especialmente após o recente aumento na última semana. Para mais informações sobre a política monetária, consulte o site oficial do Federal Reserve.
Na Zona do Euro, o PMI, a ser divulgado hoje, é igualmente crucial. O indicador oferecerá subsídios importantes para dimensionar o ritmo de crescimento do bloco europeu no encerramento do trimestre, influenciando as projeções econômicas e as decisões de política econômica na região.
Cenário Doméstico: Eleições, Mercado de Trabalho e Repercussões do Copom
No Brasil, a menos de duas semanas das eleições, a expectativa gira em torno da divulgação da nova pesquisa AtlasIntel, que fornecerá insights sobre o panorama eleitoral. Paralelamente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, sobre características adicionais do mercado de trabalho, será acompanhada de perto por investidores, buscando entender a dinâmica do emprego e da renda no país.
A véspera foi marcada por uma alta modesta do Ibovespa, que encerrou com 0,44% de valorização, atingindo 187.422,92 pontos. A recuperação das ações da Petrobras (PETR4) contribuiu para o avanço, em um pregão que também repercutiu uma nova pesquisa eleitoral e a análise da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A ata do Copom, divulgada na terça-feira (22), reiterou a necessidade de uma condução cautelosa da política monetária por parte do Banco Central. A manutenção de uma abordagem conservadora persiste, mesmo diante dos sinais de desaceleração da atividade econômica e da recente queda da inflação. A última reunião do Comitê resultou em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora se encontra em 13,75% ao ano. A pesquisa Focus, divulgada na véspera, indicou que o mercado já precifica a Selic em 13,50% até o final do ano.
No âmbito das projeções econômicas, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para este ano passou de 2,3% para 2,0%, e para 2027, de 2,5% para 2,3%. A justificativa para a revisão está nos efeitos do nível restritivo das taxas de juros no país. O Boletim Macrofiscal da secretaria apontou que a grade de parâmetros foi ajustada para incorporar uma Selic média ligeiramente mais alta, prevendo um ciclo de flexibilização monetária mais gradual do que o inicialmente projetado.

Imagem: infomoney.com.br
Debates e Eventos do Dia
A agenda de eventos no Brasil inclui a participação de Nilton David, do Banco Central, no J. Safra Investment Conference 2026, às 09h30. À noite, a política ganha destaque com debates importantes. Às 19h00, candidatos ao Senado por São Paulo se encontrarão em evento promovido pelo Estadão. Já às 20h00, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema participarão de debate organizado pela revista Veja.
Confira os principais indicadores econômicos com divulgação prevista para hoje:
- Brasil:
- 08:00 – FGV: IPC-S (Período: Semanal)
- 09h00 – PNAD Contínua: Características Adicionais de Mercado de Trabalho
- 14:30 – BCB: Fluxo Cambial (Período: Semanal)
- Estados Unidos:
- 10:45 – S&P Global: Índice PMI Composto (Período: Setembro)
- Zona do Euro:
- 05:00 – Índice PMI Composto (Período: Setembro)
Destaques Internacionais: Petróleo, Conflitos e Diplomacia
No cenário geopolítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio à proibição das exportações de diesel na terça-feira. Candidatos republicanos em disputas eleitorais acirradas também defendem a medida como forma de conter os preços recordes dos combustíveis. Os preços do diesel alcançaram níveis históricos nos EUA e na Europa, impulsionados pela redução drástica das exportações de grandes produtores como Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, em decorrência dos conflitos no Irã e na Ucrânia.
Ainda sobre os conflitos, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou na terça-feira que a Rússia está planejando um novo ataque em larga escala contra seu país. Zelenskiy, em postagem no Telegram após encontro com o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, à margem da Assembleia Geral da ONU, destacou a comunicação constante com aliados para assegurar novos sistemas de defesa antiaérea.
Na América do Sul, o governo argentino de Javier Milei convocou na terça-feira (22) o embaixador do Reino Unido no país, David Cairns. O protesto se deu contra a prorrogação das licenças para atividades petrolíferas nas Ilhas Malvinas, anunciada pelas autoridades do arquipélago administrado por Londres. O Executivo argentino transmitiu veementemente sua rejeição ao recente anúncio das autoridades ilegítimas das Ilhas Malvinas sobre a suposta extensão das licenças de produção de hidrocarbonetos em alto mar.
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Em suma, a quarta-feira (23) se desenha como um dia de intensa atividade, com dados econômicos cruciais, desdobramentos eleitorais e importantes movimentos geopolíticos que moldarão as expectativas do mercado e as narrativas políticas. Para se manter atualizado sobre estes e outros temas relevantes, continue acompanhando a editoria de Economia.
(Com Agência Brasil, Bloomberg, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)







