O técnico Carlo Ancelotti, conhecido por sua abordagem tática e, por vezes, enigmática, tem gerado expectativas acerca da escalação da Seleção Brasileira para o próximo desafio na Copa do Mundo 2026. A equipe enfrentará a Noruega neste domingo, 5 de novembro, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A principal incógnita reside na definição do substituto de Lucas Paquetá, e as recentes declarações de Ancelotti apontam fortemente para Gabriel Martinelli na vaga de Paquetá.
A situação de Paquetá, meia fundamental no esquema tático, tornou-se um ponto de preocupação após o jogador sofrer uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda. O incidente ocorreu durante a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira, 29 de outubro, em Houston, também nos Estados Unidos. Este cenário de desfalques por lesão é comum em competições de alto nível como a Copa do Mundo, exigindo adaptações constantes das comissões técnicas, conforme se observa nas análises da FIFA sobre o torneio. Diante da indisponibilidade do atleta, o comandante italiano precisa reorganizar a formação, e a coletiva de imprensa realizada no sábado, 4 de novembro, em Nova Jersey, forneceu indícios claros sobre suas intenções.
Ancelotti indica Martinelli para vaga de Paquetá contra Noruega
Durante sua interação com a mídia, Ancelotti, embora sem cravar o nome do escolhido, delineou o perfil do atleta ideal para preencher a lacuna deixada por Paquetá. De forma notável, o treinador fez menção direta e por duas vezes ao atacante Gabriel Martinelli, artilheiro do gol da vitória brasileira contra os japoneses. Esta repetição na citação de Martinelli reforça a percepção de que ele é a opção mais concreta na mente do técnico para o confronto eliminatório da Copa do Mundo.
Ao ser questionado sobre as alternativas para a posição, Ancelotti detalhou as características que busca no substituto de Lucas Paquetá. Ele enfatizou a necessidade de um jogador com capacidade de defender pelo lado esquerdo quando a equipe não estiver com a posse de bola, uma função desempenhada anteriormente por Paquetá. “Isto podem fazer Martinelli e [o volante] Danilo [Santos]”, declarou o treinador, destacando a versatilidade defensiva de ambos.
No aspecto ofensivo, a exigência recai sobre a capacidade de ocupar de maneira eficaz a posição de meia pela esquerda com a bola nos pés. Ancelotti ponderou sobre as dinâmicas táticas, explicando as diferentes possibilidades: “Às vezes, pode ser o [atacante] Vinícius [Júnior] e, nesse caso, o [lateral] Douglas Santos avança. Às vezes, pode ser outro jogador, que pode ser o Martinelli. Muda a interpretação do jogador a depender das características”, explicou o experiente técnico.
A profundidade das análises de Ancelotti se estendeu à comparação entre os diferentes perfis de atletas à sua disposição. Ele ressaltou que “Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do [atacante] Matheus Cunha, como também é o [volante] Ederson”. Para o treinador, o equilíbrio da equipe não se resume apenas à escolha de jogadores com atributos distintos, mas também à manutenção de uma “boa vigilância quando a equipe ataca”. Essa visão estratégica sublinha a complexidade da decisão tática para o jogo contra a Noruega.
Além da questão da substituição de Paquetá, Ancelotti trouxe outra boa notícia para os torcedores brasileiros: a confirmação do retorno de Raphinha aos relacionados. O camisa 11, que estava em processo de recuperação de uma lesão no músculo posterior da coxa direita, sofrida na segunda rodada da fase de grupos – na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia –, está novamente à disposição. Desde o ocorrido, o também atacante Rayan vinha ocupando sua vaga no time.
A jornada de recuperação de Raphinha tem sido acompanhada de perto pela comissão técnica. Após permanecer em Nova Jersey para dar continuidade ao tratamento e não participar da viagem para o jogo contra o Japão, o atleta intensificou os treinos em campo ao longo da semana. Na última sexta-feira, 3 de novembro, Raphinha integrou-se às atividades com o restante do grupo pela primeira vez desde sua lesão, demonstrando uma evolução satisfatória que agradou ao técnico da Seleção Brasileira.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Ancelotti expressou sua satisfação com o progresso de Raphinha, embora com cautela. “O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, declarou o treinador. Essa declaração indica que, mesmo que Raphinha não comece como titular, sua presença no banco de reservas oferece uma valiosa opção tática para o decorrer da partida.
Para contextualizar a evolução da equipe sob seu comando, o técnico italiano fez uma avaliação do desempenho brasileiro ao longo da Copa. Utilizando uma escala de “notas”, Ancelotti ilustrou o crescimento do time a cada confronto. “Este [nota] é um dado que pensamos depois dos jogos. Foi uma nota 5 contra Marrocos [na estreia]. Contra o Haiti, um 6,5. Um 7 contra a Escócia [terceira rodada]. E porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados [risos]”, concluiu Ancelotti, demonstrando otimismo e reconhecimento pelo trabalho da equipe até aqui.
A preparação para a partida eliminatória contra a Noruega segue intensa, com Ancelotti e sua comissão ajustando os detalhes finais. A expectativa é de que a equipe mantenha o bom desempenho e a evolução apresentada, buscando a classificação para as próximas fases do torneio. O retorno de jogadores importantes e a definição tática para as ausências são pontos cruciais nesta reta final de preparação para o embate decisivo.
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Em suma, a coletiva do técnico Ancelotti trouxe importantes sinalizações sobre a formação da Seleção Brasileira. A provável entrada de Gabriel Martinelli para suprir a ausência de Lucas Paquetá e o aguardado retorno de Raphinha são os destaques, mostrando a profundidade tática do elenco e as opções estratégicas do treinador. Para mais informações sobre o desempenho da Seleção Brasileira e as últimas novidades do mundo dos esportes, continue acompanhando a editoria de Esporte em Hora de Começar.
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