A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 nas oitavas de final, após ser superada pela Noruega por 2 a 1 em uma partida disputada em Nova Jersey, Estados Unidos. O confronto, que aconteceu neste domingo, 5 de julho, marca uma data que o torcedor brasileiro certamente preferiria esquecer, adicionando um novo capítulo amargo ao histórico futebolístico nacional e estendendo o jejum de títulos mundiais.
Esta derrota mantém dois incômodos tabus para o futebol brasileiro. Há 24 anos, desde a final de 2002 contra a Alemanha em Yokohama, o Brasil não consegue superar uma equipe europeia em fases eliminatórias de Copas do Mundo. Além disso, a Noruega se mantém como a única seleção contra a qual o Brasil jamais conquistou uma vitória em sua história, com o retrospecto agora somando três derrotas e dois empates.
Brasil Eliminado da Copa do Mundo: Noruega Vence com Haaland
A estrela norueguesa Erling Haaland demonstrou, mais uma vez, seu protagonismo decisivo. O atacante, que já havia garantido a classificação de sua equipe contra a Costa do Marfim na fase anterior, foi o autor dos dois gols no segundo tempo que selaram a vitória escandinava. Com esses tentos, o craque nórdico alcançou a marca de sete gols no Mundial, igualando-se a artilheiros como Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na disputa pela artilharia.
A eliminação atual representa a sexta consecutiva do Brasil em fases eliminatórias de Copas, configurando sua pior campanha desde o Mundial de 1990, quando também foi superado nas oitavas de final pela Argentina de Diego Maradona. Com este revés, a seleção canarinho completará 28 anos sem erguer o troféu mundial até 2030, o mais longo período de seca desde a primeira conquista em 1958, na Suécia.
O próximo adversário da Noruega nas quartas de final será definido ainda neste domingo, em um embate entre Inglaterra e México, marcado para as 21h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, na capital mexicana. O vencedor deste confronto enfrentará a equipe nórdica no sábado seguinte, dia 11 de julho, às 18h, em Miami, Estados Unidos.
Estratégias e Momentos Chave da Partida
Conforme antecipado na coletiva de imprensa do dia 4 de julho, o técnico Ancelotti optou por Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá, que estava afastado devido a uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda. Do lado norueguês, o treinador Stale Solbakken promoveu uma alteração em relação à vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim nas oitavas de final, com Julian Ryerson retornando à lateral direita após recuperação de lesão, substituindo Marcus Pedersen.
A Noruega iniciou a partida de forma ofensiva, gerando um grande susto para a torcida brasileira logo aos dois minutos. O atacante Alexander Sorloth foi lançado por Martin Odegaard nas costas do lateral Douglas Santos e cruzou rasteiro para Patrick Berg balançar as redes. Contudo, o gol foi anulado por impedimento de Sorloth.
Inicialmente acuado, o Brasil conseguiu responder aos nove minutos. Gabriel Martinelli acionou Matheus Cunha na área, que foi derrubado pelo zagueiro Kristoffer Ajer. Após revisão do lance no vídeo, o árbitro Ismail Elfath assinalou pênalti. O volante Bruno Guimarães foi para a cobrança, mas seu chute a meia altura e com pouca força foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.
A seleção norueguesa buscava espaços na marcação brasileira com troca de passes, enquanto o Brasil se fechava, especialmente pelas laterais, para evitar o temido jogo aéreo adversário e apostar em contra-ataques rápidos. Aos 23 minutos, Matheus Cunha avançou em velocidade, mas, próximo à área, preferiu o drible em vez de tocar para Vinícius Júnior, que estava livre, e acabou perdendo a jogada.
Sete minutos depois, Gabriel Martinelli recebeu de Vinícius Júnior pela esquerda, quase na linha de fundo, e bateu cruzado, exigindo defesa de Nyland com a perna. No rebote pela direita, Rayan rolou para Danilo, que furou a finalização. Aos 40 minutos, o Brasil criou nova chance com Vinícius Júnior, que recuperou a bola na saída de jogo da Noruega, tabelou com Gabriel Martinelli e chutou forte, forçando outra defesa de Nyland.
Apesar de criar oportunidades, a seleção canarinho também cometeu erros ao acelerar a saída de jogo, o que permitia aos noruegueses reconstruir suas jogadas com a defesa desarmada. Nos acréscimos do primeiro tempo, a Noruega teve sua melhor chance: Erling Haaland disputou com Gabriel Magalhães na entrada da área, a sobra ficou com Odegaard, que chutou para uma brilhante defesa do goleiro Alisson.

Imagem: REUTERS via agenciabrasil.ebc.com.br
O Segundo Tempo e a Decisão de Haaland
O cenário de chances perdidas se repetiu no início do segundo tempo, levando Ancelotti a fazer sua primeira alteração, com Endrick entrando no lugar de Matheus Cunha. Aos 13 minutos, logo após sua entrada, Endrick foi lançado por Vinícius Júnior em contra-ataque, invadiu a área, mas perdeu a passada e chutou mal, à direita da trave, de frente para o goleiro.
O Brasil voltou a ameaçar aos 16 minutos, com Rayan chutando de dentro da área após ajeitada de cabeça de Gabriel Magalhães, parando novamente em Nyland. Em uma jogada semelhante, o goleiro norueguês fez outra grande defesa, após Rayan escorar de cabeça para Bruno Guimarães finalizar quase na marca do pênalti. Contudo, o lance foi anulado por impedimento.
Aos 22, logo após a Noruega assustar pela esquerda em um chute cruzado que Haaland quase completou para o gol vazio, Ancelotti promoveu as esperadas entradas de Neymar, que substituiu Rayan, e Danilo Santos, que entrou no lugar de Gabriel Martinelli. Mais tarde, aos 33, a última mudança foi a entrada de Ederson no lugar de Bruno Guimarães.
As inúmeras chances desperdiçadas ao longo da partida tiveram um custo elevado. Aos 34 minutos, logo após a entrada de Ederson, o meia Andreas Schjelderup, uma das apostas do técnico Solbakken para o segundo tempo, passou por Danilo e cruzou para Haaland, que subiu mais que Gabriel Magalhães e, de cabeça, mandou para as redes, abrindo o placar para a Noruega.
Para complicar ainda mais a situação brasileira, aos 44 minutos, o astro norueguês marcou seu segundo gol. Em um novo contra-ataque, Haaland encarou a marcação e finalizou rasteiro e forte, no canto esquerdo de Alisson, ampliando a vantagem norueguesa para 2 a 0.
No último lance dos acréscimos, o Brasil teve um último suspiro com um pênalti a seu favor, assinalado após uma cotovelada do zagueiro Leo Ostigard em Casemiro. Neymar cobrou e marcou o gol de honra brasileiro, que, possivelmente, representou seu último tento em Copas do Mundo, fechando o placar em 2 a 1. O sonho do hexacampeonato agora é adiado para 2030.
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A eliminação do Brasil para a Noruega, com a atuação decisiva de Haaland, marca um momento de reflexão para o futebol nacional. A busca pelo tão sonhado hexacampeonato se estende, e a análise desta campanha será fundamental para os próximos ciclos. Para acompanhar mais análises e notícias do universo esportivo, visite a editoria de Esporte de Hora de Começar, onde você encontra cobertura completa e detalhada dos principais eventos do mundo.
Crédito da imagem: Reuters/Vincent Carchietta/proibida reprodução







