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Cleitinho Azevedo: Apoio a Flávio Bolsonaro e Crítica ao Republicanos

Economia

Em um cenário político marcado por disputas e alinhamentos estratégicos, o senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, **Cleitinho Azevedo (Republicanos)**, oficializou publicamente seu apoio à candidatura de **Flávio Bolsonaro (PL)** para a presidência da República. A declaração foi feita durante o debate entre candidatos, promovido pela Band neste domingo, 16 de agosto, e contradiz a posição de neutralidade anunciada pelo seu próprio partido, o Republicanos, em relação às eleições presidenciais. Cleitinho também apontou o Republicanos como responsável pelo atraso na definição de sua própria candidatura ao governo mineiro.

A situação em Minas Gerais se complica, pois o Partido Liberal (PL) já possui seu próprio candidato ao governo do estado: o empresário e presidente afastado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. A manifestação de apoio de Cleitinho a Flávio Bolsonaro levanta questões sobre as alianças e o impacto nas campanhas locais, especialmente considerando que ele planeja fazer campanha ativamente com o senador do PL nos próximos 45 dias.

Cleitinho Azevedo: Apoio a Flávio Bolsonaro e Crítica ao Republicanos

“Pela minha demora, eles lançaram o Flávio [Roscoe] aqui, mas eu deixei bem claro que o meu apoio é ao Flávio Bolsonaro, com quem eu vou fazer campanha nesses 45 dias. Então, para acabar com essa ladainha de que eu estou neutro, eu não estou neutro não”, afirmou Cleitinho Azevedo, reforçando sua posição. O senador também atribuiu a falta de uma aliança formal com o PL à tardia definição de sua própria candidatura. “Aconteceu que o partido [Republicanos] demorou para me dar a vaga, eu que perdi o palanque”, declarou, indicando uma divergência interna.

Durante o terceiro bloco do debate, a discussão se aprofundou em temas de gestão e propostas para o estado. O atual governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), questionou Cleitinho sobre como ele pretende compensar as prefeituras pela inevitável queda no recolhimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), caso seu plano de não apreender veículos por falta de pagamento do imposto seja implementado. Cleitinho prontamente rebateu a preocupação, esclarecendo sua proposta.

“Não vou zerar o IPVA, apenas o Estado não vai mais apreender o veículo. Eu sei bem a situação do Estado”, explicou Cleitinho, buscando desmistificar a ideia de que sua medida anularia o imposto. Simões, por sua vez, mencionou uma conversa prévia, ocorrida há menos de dois meses, na qual discutiram um projeto para reduzir a alíquota do IPVA, mas enfatizou a necessidade de alguma forma de compensação aos municípios. “Podemos reduzir os impostos, mas isso vai demandar responsabilidade”, ponderou Simões, destacando a complexidade fiscal.

Debate sobre Incentivos Fiscais e Saneamento Básico

O ex-prefeito e também candidato Alexandre Kalil (PDT) voltou a criticar as vultosas isenções fiscais concedidas a empresas pela gestão de Simões. Kalil apontou que tais benefícios totalizam cerca de R$ 25 bilhões neste ano e estão projetados para ultrapassar R$ 27 bilhões em 2027, questionando a sustentabilidade e a justiça dessas políticas. Flávio Roscoe, candidato do PL, defendeu os incentivos fiscais, argumentando que a crítica demonstra desconhecimento sobre o funcionamento dos impostos e a dinâmica econômica.

“Se acaba com o incentivo fiscal e os outros Estados continuam dando incentivos, todas as empresas saem do Estado e não iria atrair empresas e gerar impostos. Uma parte é incentivo e uma parte é paga pelas empresas. E tem candidato falando que vai acabar com incentivo fiscal, mas a reforma tributária já vai acabar com os incentivos, tem data e hora para acabar”, criticou Roscoe, sublinhando a importância de Minas Gerais permanecer competitiva para atrair e manter investimentos. Ele também defendeu a priorização da universalização do saneamento básico no estado, apontando a falta de tratamento de esgoto como a maior fonte de poluição local e uma questão que precisa ser resolvida rapidamente.

Críticas, Propostas e Altercações entre Candidatos

Em outro momento do debate, o candidato Gabriel Azevedo (MDB) dirigiu críticas a Simões, acusando-o de não cumprir a promessa de reajuste salarial às forças policiais. Gabriel argumentou que a suposta “falta de comando e de palavra” teria contribuído para a ascensão de facções criminosas em Minas Gerais. Ele aproveitou a oportunidade para alfinetar Cleitinho. “Eu não vou me fantasiar de policial para subir morro como você faz, Cleitinho. Eu assumo o compromisso de cuidar do salário dos policiais. Tem muita gente aqui que está do lado de bandido”, disparou Gabriel, em tom provocativo. Cleitinho, por sua vez, manifestou-se contra o uso de câmeras nos uniformes dos policiais, uma medida que tem sido amplamente debatida.

No quarto bloco, Alexandre Kalil (PDT) apresentou sua proposta para o transporte público, afirmando que, se eleito, colocará o setor “nos eixos”. “Nós seguramos o preço da passagem de ônibus sem dar subsídio para as empresas de ônibus. Só foram dar subsídio depois que eu saí. Eu vou fazer o que eu sei fazer. O transporte vai entrar no eixo, não vai ter corrupção, não vai ter dinheiro para dono nenhum. E ferrovia temos primeiro que fazer funcionar o que tem. E vamos buscar o dinheiro do governo federal porque ninguém faz nada sem dinheiro”, prometeu Kalil, enfatizando sua experiência anterior na gestão municipal.

Saúde Pública e Tensões Finais

Em relação à fila de cirurgias na área da saúde, Mateus Simões afirmou que o tempo de espera foi significativamente reduzido e que o estado agora adota um modelo de pagamento aos hospitais baseado na produção, ao invés de um valor fixo, independentemente da quantidade de procedimentos realizados. Esta mudança visa otimizar os recursos e incentivar a eficiência dos serviços de saúde.

As tensões atingiram o ápice quando Gabriel Azevedo e Alexandre Kalil protagonizaram uma altercação verbal. Gabriel acusou Kalil de ser “descontrolado”. “Você não consegue se controlar, e quem não consegue se controlar vai ter muita dificuldade de governar o Estado”, afirmou Gabriel, após ser rotulado por Kalil como “soberbo” e de usar um “tom professoral”. Mais tarde, enquanto respondia a uma pergunta de Roscoe, Gabriel voltou a criticar Kalil. “Eu não vou mentir, como o Kalil, dizendo que criou a Casa de Apoio, sendo que ela já existia”, disse, referindo-se a uma declaração do ex-prefeito sobre ações de proteção à mulher durante sua gestão. Kalil, irritado, tentou responder fora de sua vez, gerando um bate-boca que só foi contido com a ameaça dos jornalistas de cortarem os microfones para dar prosseguimento ao debate. Para mais informações sobre o contexto das eleições no Brasil, você pode consultar fontes como o portal de notícias G1.

Após o intenso evento, Cleitinho Azevedo anunciou que não participará mais de debates, com exceção do último, que deverá ser transmitido pela TV Globo na semana anterior à eleição. A decisão do senador sugere uma estratégia de foco em outros formatos de campanha e na consolidação de seu apoio, principalmente após a declaração de suporte a Flávio Bolsonaro.

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Este panorama do debate eleitoral em Minas Gerais revela as diferentes estratégias, as tensões entre os candidatos e as propostas que prometem moldar o futuro do estado. Acompanhe a cobertura completa e outras notícias relevantes sobre política e eleições em nosso portal.

Crédito da Imagem: Divulgação

Cleitinho Azevedo: Apoio a Flávio Bolsonaro e Crítica ao Republicanos - Imagem do artigo original

Imagem: Junia Garrido via valor.globo.com

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