Inglaterra vence França em jogo de 10 gols e garante 3º lugar na Copa 2026

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Em um espetáculo de futebol com uma dezena de gols, a seleção da Inglaterra vence França em um confronto vibrante pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. A partida, disputada neste sábado (18), culminou com a vitória inglesa por 6 a 4, após um desempenho avassalador no primeiro tempo e uma dramática, porém insuficiente, reação francesa.

O embate entre os perdedores das semifinais, frequentemente visto como um desafio de motivação, transformou-se em um dos jogos mais memoráveis do torneio. Apesar da desvantagem de quatro gols no intervalo, os Bleus orquestraram uma virada quase épica, diminuindo a diferença para 3 a 4 e, posteriormente, para 4 a 5, mantendo a tensão até os minutos finais.

Apesar da derrota, que garantiu à Inglaterra a terceira posição no Mundial, os franceses ainda alimentam a esperança de que seu craque, Kylian Mbappé, seja o detentor do troféu Chuteira de Ouro, reconhecimento ao artilheiro da competição. A performance individual do atacante foi um dos poucos pontos de destaque em uma campanha que, para a França, terminou de forma amarga neste confronto onde a

Inglaterra vence França em jogo de 10 gols e garante 3º lugar na Copa 2026

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A Busca por Motivação e as Declarações dos Técnicos

A preparação para uma disputa de terceiro lugar em um torneio do porte da Copa do Mundo é notoriamente desafiadora, tanto para jogadores quanto para comissões técnicas. Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, expressou abertamente essa dificuldade antes do jogo, declarando que “ninguém quer jogar essa partida, nem mesmo os jogadores franceses”, mas garantiu que sua equipe se prepararia “de forma profissional”. Essa perspectiva ressalta a complexidade de reavivar o ânimo de atletas que acabaram de perder a chance de disputar a grande final.

Do lado francês, a expectativa era que o adeus do técnico Didier Deschamps, após um ciclo de 14 anos à frente da seleção, servisse como um catalisador para uma atuação digna. Tanto a comissão técnica quanto a torcida esperavam que estrelas como Mbappé e seus companheiros encontrassem a motivação necessária para um último grande espetáculo. Apesar de uma reformulação na defesa titular, peças-chave como o goleiro Mike Maignan, Rabiot, Mbappé, Olise e Désiré Doué permaneceram em campo, indicando uma aposta na experiência e no talento individual para superar o desafio psicológico.

Primeiro Tempo Avassalador: A Inglaterra Abre Vantagem

Contrariando as expectativas de um jogo mais equilibrado, a seleção inglesa não demorou a impor seu ritmo e a traduzir sua superioridade em gols. Com menos de três minutos de partida, Declan Rice abriu o placar com uma infiltração precisa pelo meio da defesa francesa, finalizando com um chute indefensável. Esse gol relâmpago ditou o tom de um primeiro tempo onde a Inglaterra dominaria amplamente.

Aos 18 minutos, a vantagem foi ampliada. Novamente, Declan Rice se destacou, desta vez cobrando um escanteio milimétrico que encontrou a cabeça de Konsa, que não perdoou. A fragilidade da defesa francesa era evidente, e a Inglaterra aproveitou cada oportunidade para castigar o adversário. Mesmo com algumas raras chances criadas por Cherki e Mbappé, ambas neutralizadas pelo goleiro inglês Henderson, substituto de Pickford, a equipe dos Três Leões continuou implacável.

Bukayo Saka, que teve participações intermitentes como titular nesta Copa do Mundo, brilhou ao marcar dois gols, aos 37 e 46 minutos, expondo uma defesa francesa completamente desorganizada. O placar de 4 a 0 no intervalo refletia uma performance catastrófica dos Bleus. O próprio Didier Deschamps não escondeu sua frustração no vestiário: “Não poderia ser pior. É catastrófico. Não podemos jogar assim contra um adversário que está fazendo uma atuação de verdade”, lamentou o treinador. A intensidade do primeiro tempo trouxe à memória a semifinal de 1958, quando a seleção francesa foi superada pelo Brasil por 5 a 2, em um jogo histórico dominado por Pelé, um dos grandes nomes da história do futebol mundial, cujos feitos são amplamente documentados pela FIFA.

A Virada do Segundo Tempo: Reação Espetacular da França

Com o reinício da partida, a França voltou com quatro substituições estratégicas: entraram Upamecano, Dembélé, Barcola e Digne. A mexida tática e, talvez, a bronca de Deschamps no intervalo, surtiram efeito imediato. O cenário em campo mudou drasticamente, e o que se viu foi um frenesi absoluto, um daqueles momentos que só o futebol pode proporcionar.

Kylian Mbappé foi o primeiro a reacender a esperança francesa, diminuindo a diferença após receber um passe preciso de Olise. Pouco depois, Barcola marcou o segundo gol da França, em uma jogada característica de sua arrancada para o espaço vazio, seguida por um corte para dentro e uma finalização certeira com um chute cruzado. A esperança de uma virada improvável renascia entre os torcedores e no banco de reservas.

A moral da equipe francesa elevou-se visivelmente. Deschamps cerrou o punho em sinal de otimismo, os jogadores fecharam as linhas defensivas, e líderes como Upamecano assumiram o comando em campo. Aos 21 minutos do segundo tempo, o capitão Mbappé marcou novamente, mais uma vez servido por seu “braço-direito”, Olise, colocando o placar em 3 a 4 e incendiando a partida para uma possível virada histórica.

Mbappé Rumo à Artilharia e o Desfecho Eletrizante

Com o placar em 3 a 4, a França estava a um gol de um empate que, poucos minutos antes, parecia inatingível. A virada histórica estava ao alcance, e Olise, apesar de sua precisão nos passes que resultaram em gols, teve chances claras de finalizar que poderiam ter mudado o rumo do jogo. O jogador do Bayern de Munique criou grandes oportunidades, mas a pontaria não esteve ao seu lado nos momentos cruciais.

No entanto, foram os ingleses que acabaram por selar a vitória. Aos 43 minutos do segundo tempo, Bukayo Saka converteu um pênalti, marcado após uma falta de Malo Gusto em Djed Spence, e marcou o quinto gol da Inglaterra, que parecia definitivo. Ainda houve tempo para um último suspiro francês quando Dembélé diminuiu a vantagem já nos seis minutos de acréscimos, trazendo uma esperança de curta duração.

Mas Jude Bellingham não permitiu mais surpresas. Dois minutos depois do gol de Dembélé, em uma jogada individual brilhante, o meio-campista liquidou as chances francesas, marcando o sexto gol da Inglaterra e encerrando a épica chuva de dez gols. A partida, embora alucinante para o público neutro, representou uma derrota amarga para os Bleus.

Apesar do resultado, restou à França o consolo de ver Kylian Mbappé superar Lionel Messi na artilharia, com 10 gols contra 8, antes da grande final do torneio. Além disso, a equipe conseguiu honrar o legado de Didier Deschamps nos últimos 45 minutos de sua trajetória à frente da seleção francesa, oferecendo uma reação que, mesmo insuficiente, demonstrou garra e talento.

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Em síntese, o confronto entre Inglaterra e França pela terceira posição da Copa do Mundo de 2026 foi um verdadeiro espetáculo futebolístico, marcado por um volume impressionante de gols e uma resiliência notável dos franceses, que, apesar da derrota, deixaram o campo com a cabeça erguida pela reação. A Inglaterra celebrou a conquista do bronze em um jogo que superou todas as expectativas de uma “disputa de consolação”. Para ficar por dentro de todas as análises e notícias do universo esportivo, continue acompanhando a editoria de Esporte em Hora de Começar.

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