Neste domingo, 4 de fevereiro, Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador de Santa Catarina, assegurando mais quatro anos de mandato. A vitória foi alcançada já no primeiro turno, com o candidato obtendo expressivos 68,31% dos votos válidos. A apuração, que registrava 82,86% das urnas computadas, já indicava uma vantagem inquestionável, com Gelson Merísio em segundo lugar, somando 15,91% dos votos.
Para evitar um segundo turno, Jorginho Mello precisava ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, um feito que ele conquistou com folga. Com este resultado, a disputa pelo governo estadual de Santa Catarina se encerra precocemente, consolidando a continuidade de sua gestão à frente do executivo catarinense.
Jorginho Mello Reeleito Governador de SC no 1º Turno
A recondução de Jorginho Mello ao cargo marca seu segundo mandato consecutivo. Sua trajetória até o governo começou em janeiro de 2023, após vencer Décio Lima (PT) no segundo turno das eleições de 2022, ocasião em que angariou 70,69% dos votos válidos. O bom desempenho nas urnas agora pode ser diretamente atribuído à alta aprovação de sua administração. Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada em 23 de setembro, revelou que 78% dos catarinenses aprovavam a gestão de Jorginho, enquanto apenas 19,4% a desaprovavam, um indicativo claro da satisfação popular com seu governo.
O Cenário Político e as Alianças Eleitorais em Santa Catarina
A eleição para o governo de Santa Catarina reuniu três candidaturas principais, cada uma com articulações políticas e alianças nacionais distintas. Jorginho Mello concorreu pelo Partido Liberal (PL), tendo como vice o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo). Sua campanha foi construída com forte associação a figuras nacionais como Flávio Bolsonaro (PL), reforçando os laços com o cenário político federal.
Já a candidatura de João Rodrigues (PSD) contou com o deputado federal Carlos Chiodini (MDB) como vice. A coalizão que o apoiou foi ampla, incluindo o Partido Social Democrático (PSD), o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Progressistas (PP) e o União Brasil. O palanque nacional de Rodrigues esteve vinculado a Ronaldo Caiado (PSD), e a composição PSD-MDB-União-PP foi devidamente registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).
Por sua vez, Gelson Merísio (PSB) entrou na disputa com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua coligação foi composta por uma gama de partidos de esquerda e centro-esquerda, como o Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Verde (PV), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Rede Sustentabilidade.
Impacto das Pesquisas de Intenção de Voto
As pesquisas eleitorais desempenharam um papel crucial na percepção do cenário da disputa. A última pesquisa Quaest, divulgada em 24 de setembro, posicionava Jorginho Mello com 54% das intenções de voto. João Rodrigues aparecia com 13%, e Gelson Merísio, com 10%. Merísio e Rodrigues estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de três pontos percentuais. Na comparação com a rodada de agosto, Jorginho Mello demonstrou um crescimento notável, passando de 50% para 54%. João Rodrigues, por outro lado, teve uma queda de 17% para 13%, enquanto Gelson Merísio registrou um avanço significativo, subindo de 4% para 10%.
Essa liderança de Jorginho nas pesquisas ocorreu em um contexto de intensa reorganização de alianças políticas ao longo do ano. Uma das rupturas mais emblemáticas foi com o MDB. Carlos Chiodini, então presidente estadual do partido e secretário da Agricultura, era cotado para a vaga de vice na chapa de Jorginho. Contudo, o governador optou por Adriano Silva. Após essa decisão, Chiodini deixou o governo e o MDB rompeu com a administração, culminando na confirmação de Chiodini como vice na chapa de João Rodrigues. A disputa pelas vagas ao Senado também movimentou o tabuleiro político, com a definição de Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni como candidatos do PL, gerando atritos com PP e União Brasil, que se uniram a João Rodrigues na montagem de suas chapas. No campo oposto, o PT abdicou de uma candidatura própria e decidiu apoiar Gelson Merísio, que já havia concorrido ao governo pelo PSD em 2018. Em 2026, já filiado ao PSB, Merísio representou em Santa Catarina o palanque político apoiado por Lula.

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A Trajetória Política de Jorginho Mello
Jorginho dos Santos Mello, com 70 anos de idade, nasceu em Ibicaré, localizada no Meio-Oeste de Santa Catarina. Sua extensa carreira política começou nos legislativos municipal, estadual e federal antes de finalmente alcançar o posto de governador. Formado em Estudos Sociais, Administração e Direito, Jorginho Mello teve uma carreira anterior na iniciativa privada, atuando no Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), onde ocupou posições de gerência e direção antes de se dedicar integralmente à política.
Sua jornada eleitoral teve início como vereador em Herval d’Oeste. A partir de 1995, Mello ingressou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde cumpriu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual e chegou à presidência da Casa. Em 2009, teve a oportunidade de assumir interinamente o governo catarinense. Em 2010, foi eleito deputado federal, conquistando um segundo mandato em 2014. Quatro anos depois, em 2018, obteve sucesso na eleição para o Senado Federal.
Jorginho Mello deixou o Senado para concorrer ao governo em 2022. Naquele ano, terminou o primeiro turno na liderança, com 38,61% dos votos válidos, e garantiu a vitória no segundo turno contra Décio Lima (PT), recebendo 2.983.949 votos, o equivalente a 70,69% dos votos válidos. Ele assumiu o governo em janeiro de 2023. Agora, em 2026, disputa sua primeira reeleição para o Executivo estadual, mantendo o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como seu vice.
Para mais informações sobre o histórico eleitoral de Santa Catarina e os resultados das eleições de 2022, você pode consultar reportagens de veículos de imprensa renomados, como a matéria do G1 sobre a vitória de Jorginho Mello em 2022.
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A reeleição de Jorginho Mello no primeiro turno reflete a consolidação de sua liderança política e a aceitação de sua gestão pela população catarinense, encerrando rapidamente a corrida eleitoral no estado. Para acompanhar outras notícias relevantes sobre política e o cenário eleitoral brasileiro, continue navegando em nossa editoria de Política.
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