rss featured 23880 1782183122

SUS Restabelece Esquema de Reforço da Vacina Pólio para Crianças

Saúde e Bem-estar

O Sistema Único de Saúde (SUS) restabelece o esquema de reforço da vacina pólio para crianças, implementando novamente duas doses adicionais do imunizante. A partir de agosto, todas as crianças que completam 4 anos de idade passarão a receber uma dose extra contra a poliomielite, retomando um padrão de imunização que vigorava até 2024. A novidade é que, agora, todas as cinco aplicações serão exclusivamente com a vacina injetável inativada, um avanço significativo na estratégia de saúde pública nacional.

Até o ano de 2024, o esquema de vacinação contra a poliomielite no Brasil era composto por três doses da vacina injetável, que utiliza o vírus inativado, seguidas por duas doses de reforço administradas por via oral. Este último reforço, amplamente conhecido como a “gotinha”, era feito com a vacina de vírus enfraquecido. Contudo, em casos extremamente raros, o vírus atenuado presente na vacina oral poderia sofrer mutações, havendo o potencial de causar a própria doença. Diante dessa possibilidade, o Ministério da Saúde havia optado por empregar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço oral para mitigar qualquer risco associado.

SUS Restabelece Esquema de Reforço da Vacina Pólio para Crianças

Com a mais recente reavaliação e mudança na política de imunização, o esquema vacinal para a poliomielite foi ajustado para assegurar máxima proteção e segurança. O novo protocolo, que passa a valer a partir do dia 3 de agosto, estabelece:

  • Três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade, com o objetivo de conferir a proteção básica inicial contra o vírus.
  • Duas doses de reforço, sendo a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4 anos de idade, para complementar e fortalecer a prevenção a longo prazo.

É importante destacar que, em todas as cinco ocasiões de aplicação, será utilizada a vacina inativada injetável, garantindo um esquema uniforme e seguro. Este esquema renovado ressalta a importância da vacinação contínua e da atualização do cartão vacinal. Por isso, todas as crianças menores de 5 anos que ainda não receberam o ciclo completo das cinco doses recomendadas devem ser prontamente encaminhadas a um posto de saúde. A verificação e a atualização vacinal são cruciais para garantir a imunidade individual e coletiva contra a poliomielite.

A decisão de alterar o esquema de vacinação foi tomada após uma reunião estratégica da Câmara Técnica Assessora em Imunizações. Posteriormente, a medida foi oficializada e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) por meio de uma nota técnica divulgada na semana anterior à sua implementação. Essa readequação reflete o compromisso das autoridades de saúde em adotar as melhores práticas e evidências científicas para a proteção da população, adaptando as estratégias vacinais conforme as necessidades epidemiológicas e as recomendações internacionais.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, enfatiza a relevância desse reforço vacinal. Segundo ela, a proteção conferida pela vacina tende a diminuir com o tempo, tornando as doses adicionais cruciais para manter altos níveis de imunidade. A pólio, embora controlada no Brasil, continua sendo uma preocupação global, com surtos localizados que elevam o risco de reintrodução do vírus no país. Manter o esquema de dois reforços é uma medida alinhada com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que preconiza este padrão para a prevenção eficaz da doença. Para mais informações sobre as diretrizes globais de saúde, consulte o site da Organização Mundial de Saúde.

Isabela Ballalai acrescenta que a vacinação é particularmente recomendada para menores de 5 anos, pois esta faixa etária apresenta o maior risco de desenvolver quadros graves após a infecção pelo vírus da poliomielite. No entanto, em situações de surto ou emergência epidemiológica, a recomendação pode ser estendida, e adultos também podem ser vacinados para conter a disseminação da doença e proteger a comunidade.

SUS Restabelece Esquema de Reforço da Vacina Pólio para Crianças - Imagem do artigo original

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

O Brasil celebra a marca de 37 anos sem registro de casos de poliomielite, tendo recebido o certificado de área livre de circulação do vírus em 1994. Apesar de o vírus da poliomielite ter sido erradicado em grande parte do globo, ele ainda persiste e circula em alguns países. A vacinação permanece como a única ferramenta eficaz e comprovada para prevenir a doença, sendo fundamental para evitar o ressurgimento de surtos que assolaram o país no passado. A vigilância epidemiológica e as altas coberturas vacinais são essenciais para manter essa conquista de saúde pública.

Entre os anos de 1968 e 1989, o Brasil enfrentou um período desafiador, registrando mais de 26 mil infecções pela pólio. Embora o vírus geralmente provoque sintomas leves em muitos infectados, sua capacidade de atingir o sistema nervoso central é uma ameaça severa, podendo resultar em paralisia e, em casos mais graves, até mesmo em morte. Por essa razão, a poliomielite é popularmente conhecida como “paralisia infantil”, evidenciando o impacto devastador que a doença pode ter, especialmente sobre as crianças.

Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos

O restabelecimento do esquema de reforço da vacina pólio pelo SUS, com foco exclusivo na imunização injetável, é uma medida crucial para salvaguardar a saúde de nossas crianças e manter o Brasil livre da poliomielite. A adesão da população é fundamental para o sucesso dessa iniciativa de saúde pública. Continue acompanhando nossas análises sobre políticas de **saúde pública** e avanços na medicina preventiva em nossa editoria de Cidades, e mantenha-se informado sobre os temas que impactam o dia a dia da população.

Crédito da Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Deixe um comentário