Uma recente pesquisa Datafolha indica que o medo da violência em SP registrou uma queda perceptível entre os residentes do estado de São Paulo em comparação com quatro anos atrás, precisamente em abril de 2022. Apesar da diminuição, o temor de ser vítima de crimes ainda afeta uma parcela considerável da população paulista, atingindo quase a metade dos entrevistados, conforme os dados apurados.
O levantamento do instituto ouviu 1.608 indivíduos com 16 anos ou mais, distribuídos por 71 municípios do estado de São Paulo. A margem de erro geral da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, contudo, essa margem pode variar dependendo do recorte populacional analisado. A pesquisa está devidamente registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026, garantindo a conformidade e a transparência metodológica.
Medo da Violência em SP Diminui, Mas Atinge Quase Metade
No que tange ao receio de assaltos nas ruas, 47% dos paulistas expressam sentir “muito medo” de serem vítimas. Embora esse número ainda represente quase metade da população do estado, ele é inferior aos 57% registrados na mesma pesquisa realizada em 2022, indicando uma melhora na percepção de segurança. Outros 29% da população admitem sentir “um pouco de medo”, enquanto 24% declaram não ter nenhum receio relacionado a este tipo de ocorrência. A tendência de queda também se manifesta no temor de ser assaltado em semáforos, com 45% dos paulistas reportando “muito medo” atualmente, o que representa uma redução de nove pontos percentuais em relação aos 54% que manifestavam o mesmo receio em 2022.
Indicadores Criminais e a Percepção de Segurança
Os resultados apresentados pelo Datafolha estão em sintonia com os indicadores criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. O balanço mais recente, referente ao mês de maio, revelou uma diminuição na maioria dos índices de criminalidade quando comparado ao mesmo período de 2025. Essa retração nos números da criminalidade tem contribuído para a percepção de uma maior segurança entre os cidadãos, especialmente no interior do estado. Acompanhar a evolução desses dados é crucial para entender a dinâmica da segurança pública no Brasil, conforme observado em análises de órgãos como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que frequentemente publica relatórios detalhados sobre o tema. Para mais informações sobre a realidade da segurança pública no país, é possível consultar fontes de alta autoridade como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Contrariamente à tendência observada no interior, a região metropolitana de São Paulo ainda enfrenta desafios significativos, onde os números de medo permanecem elevados. Na capital e em cidades da Grande São Paulo, 60% dos moradores revelam ter “muito medo” de serem assaltados nas ruas, e 58% sentem o mesmo receio em semáforos. A metrópole tem sido palco de uma onda de furtos e roubos de celulares, além da ação das chamadas “gangues dos quebra-vidro”, que atacam veículos para subtrair pertences. Um exemplo notório ocorreu no início de julho, quando um motorista foi baleado em Pinheiros, na zona oeste da capital, durante uma tentativa de assalto. O bairro de Pinheiros, inclusive, é um dos mais afetados pelos crimes contra o patrimônio, com a Rua Joaquim Antunes registrando quatro roubos à mão armada em apenas 40 dias no segundo semestre do ano passado. Para o porte da cidade de São Paulo, a margem de erro da pesquisa para recortes específicos varia de três a quatro pontos percentuais.
Outras Preocupações e Impacto Demográfico
A pesquisa Datafolha também abordou outros tipos de temores que afetam os paulistas. O receio de ser assassinado, por exemplo, caiu de 51% em 2022 para 42% em 2026. Essa queda acompanha a diminuição no número de homicídios no estado, com os primeiros cinco meses de 2026 registrando menos de mil assassinatos pela primeira vez desde o início da série histórica em 2001, totalizando 970 ocorrências entre janeiro e maio. Além disso, 33% dos entrevistados relatam “muito medo” de serem sequestrados, e 35% expressam o mesmo temor em relação a serem atingidos por bala perdida. O medo de assaltos em casa também foi medido, com 30% dos paulistas manifestando “muito medo”. Em todos esses cenários, os índices atuais são inferiores aos registrados em 2022, evidenciando uma melhora generalizada na percepção de segurança.

Imagem: www1.folha.uol.com.br
Quando analisados os dados por gênero, a pesquisa revela que as mulheres são desproporcionalmente mais impactadas por todos os temores investigados. A maior discrepância entre os gêneros ocorre em relação à possibilidade de assalto nas ruas, onde 58% das mulheres têm “muito medo” de ser vítima, em contraste com 35% dos homens. Diferenças significativas também são observadas no medo de assalto em semáforos (55% das mulheres contra 34% dos homens) e no receio de ser assassinado (50% das mulheres contra 34% dos homens). Para os recortes por gênero, a margem de erro da pesquisa varia entre três e quatro pontos percentuais.
Em uma análise mais ampla, os resultados do Datafolha também apontam para uma correlação entre a desaprovação do trabalho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e um maior medo em relação às circunstâncias criminais mencionadas. A diferença mais acentuada entre quem aprova e quem rejeita a gestão Tarcísio reside no receio de assalto em semáforos: 51% daqueles que desaprovam o governo têm “muito medo” de serem vítimas desse crime, em comparação com 42% entre os que aprovam. Para este recorte específico, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
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Em suma, a pesquisa Datafolha oferece um panorama detalhado sobre o medo da violência em São Paulo. Embora os números gerais indiquem uma queda significativa no receio dos paulistas frente à criminalidade em relação a 2022, especialmente com a redução de homicídios e outras ocorrências, a percepção de insegurança ainda persiste, particularmente na região metropolitana e entre as mulheres. Essa complexidade ressalta a importância de políticas públicas contínuas e eficazes para garantir a segurança de todos os cidadãos. Para mais notícias e análises sobre a segurança e os desafios urbanos, continue acompanhando a editoria de Cidades do Hora de Começar.
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