A preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 está em foco, e um dos nomes mais importantes, o goleiro Alisson Becker, de 33 anos, chega ao Mundial enfrentando um período desafiador marcado por uma sequência de lesões. Considerado um dos pilares da equipe nacional, o arqueiro gaúcho, natural de Novo Hamburgo, tem sido o titular absoluto da meta brasileira por quase uma década, consolidando-se como figura indispensável sob as traves.
Desde que assumiu a camisa 1 da seleção em meados de 2015, substituindo Jefferson, então goleiro do Botafogo, durante a gestão de Dunga, Alisson manteve sua posição de destaque. Sua capacidade de posicionamento exemplar e a performance decisiva em confrontos diretos contra atacantes adversários solidificaram sua titularidade. O período sob o comando de Tite reforçou essa condição, com o goleiro participando de todos os cinco jogos na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, onde o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela Bélgica. No Mundial de 2022, no Qatar, ele esteve em campo em quatro partidas, com a seleção caindo novamente nas quartas, desta vez para a Croácia, sendo poupado apenas no último confronto da fase de grupos contra Camarões, com a classificação já assegurada.
Alisson chega à Copa do Mundo atormentado por lesões
Além de suas participações em Copas do Mundo, Alisson Becker também foi peça chave na conquista da Copa América de 2019, realizada em solo brasileiro. Naquela ocasião, a Seleção Brasileira venceu o Peru por 3 a 1 na grande decisão, disputada no Maracanã, com Alisson sendo um dos destaques. Sua trajetória de titularidade, apesar das alternâncias de comando técnico, demonstra sua resiliência e a confiança depositada por diferentes treinadores. Após a saída de Tite, ele chegou a frequentar o banco de reservas durante a breve passagem do interino Ramon Menezes, mas rapidamente reassumiu a posição principal com Fernando Diniz e, posteriormente, com Dorival Júnior.
A importância de Alisson para a Seleção foi ainda mais reforçada com a chegada de Carlo Ancelotti, que o escolheu como seu principal guarda-redes. Um dos atletas mais experientes do elenco, Alisson inclusive vestiu a braçadeira de capitão no último jogo das Eliminatórias, disputado em setembro de 2025, contra a Bolívia. Aquela partida, realizada na desafiadora altitude de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar, terminou com a vitória dos donos da casa e marcou a última vez que o goleiro do Liverpool esteve em campo com a camisa da seleção antes de sua recente série de problemas físicos.
Os problemas musculares na coxa, uma questão que o acompanha desde a temporada 2023/24, voltaram a atormentar o jogador. Alisson sofreu uma nova lesão na região durante a segunda rodada da fase de grupos da Champions League, em um confronto contra o Galatasaray. Essa lesão, que impactou diretamente seu desempenho e presença em campo, é um exemplo da recorrência de problemas físicos no futebol de alta performance, forçando o goleiro a um afastamento de aproximadamente 50 dias. Esse período impactou diretamente sua presença nos últimos amistosos da seleção brasileira em 2025, contra Coreia do Sul e Japão, e posteriormente contra Senegal e Tunísia. A ausência de seu principal goleiro obrigou a comissão técnica a buscar alternativas.
Durante o período de recuperação de Alisson, a meta brasileira foi defendida por Bento, Hugo Souza e Ederson. Contudo, nenhum deles conseguiu convencer plenamente a comissão técnica. Bento e Hugo Souza, inclusive, não foram incluídos na lista final de convocados para a Copa do Mundo. Ederson, que havia sido reserva imediato nos dois Mundiais anteriores, enfrenta uma fase de irregularidade no Fenerbahçe, da Turquia, com falhas e críticas da torcida. A surpreendente escolha de Ancelotti para o terceiro goleiro, Weverton, do Grêmio, também chama atenção, já que o atleta não atua pela seleção brasileira há mais de três anos.
Após seu retorno à meta do Liverpool no final de novembro, Alisson, revelado nas categorias de base do Internacional e com passagem pela Roma, demonstrou sua habitual qualidade, realizando defesas difíceis em jogos importantes da Champions League e do Campeonato Inglês. No entanto, a saga das lesões musculares na coxa se repetiu em 18 de março, durante o confronto de quartas de final da Champions League contra o Galatasaray, mais uma vez. Essa nova lesão resultou em um afastamento de mais de dois meses, um período crítico antes da Copa do Mundo.
A reincidência da lesão impossibilitou sua participação em mais dois jogos da Seleção Brasileira no início de 2026, contra França e Croácia, ocasiões em que Ederson e Bento se revezaram no gol. Recentemente, Alisson voltou a ser relacionado pelo técnico do Liverpool, o holandês Arne Slot, neste domingo (24), para a última rodada da Premier League, em um duelo contra o Brentford. Mesmo pouco acionado na partida e sem culpa no gol de empate do Brentford, marcado de cabeça pelo alemão Kevin Schade, seu retorno aos gramados foi um passo crucial na recuperação do ritmo de jogo.
Este compromisso com o Liverpool foi o último antes da apresentação na Granja Comary, em Teresópolis, marcada para a próxima quarta-feira (27). Alisson se juntará aos demais convocados, com exceção de Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli (Arsenal), que ainda disputarão a final da Champions League em 30 de maio, em Budapeste, na Hungria. O goleiro terá poucos dias para intensificar sua preparação e reencontrar o ritmo ideal para os amistosos finais, programados contra o Panamá em 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito em 6 de junho, no Huntington Bank Field, em Cleveland.
Apesar das preocupações, o técnico Carlo Ancelotti demonstrou otimismo durante o anúncio da convocação para a Copa. “Alisson está voltando de lesão, mas está bem. Deve jogar o próximo jogo e terá tempo para estar 100%”, afirmou o treinador, transmitindo confiança na recuperação plena de seu goleiro titular. A expectativa é que o atleta esteja em sua melhor forma para o desafio do Mundial.
A estreia da Seleção Brasileira no Mundial está agendada para 13 de junho, em um confronto que promete ser um dos mais difíceis da fase de grupos: contra o Marrocos, de Achraf Hakimi, lateral-direito do PSG. A partida ocorrerá no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova Jersey. Após o primeiro desafio, o Brasil enfrentará o Haiti em 19 de junho, na Filadélfia, e encerrará sua participação na fase de grupos contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami. A pressão para Alisson e todo o elenco será imensa para superar os adversários e avançar na competição.
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A trajetória de Alisson, marcada por conquistas e desafios impostos pelas lesões, destaca a resiliência necessária no futebol de elite. Sua experiência será fundamental para a Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato. Para mais análises e notícias aprofundadas sobre o mundo dos esportes e o desempenho da Seleção Brasileira no Mundial, continue acompanhando nossa editoria de Esporte e fique por dentro de tudo que acontece no universo do futebol.
Crédito da Imagem: Daniel Miranda – 9.set.25/AFP






