TÍTULO: Brasil na ONU condena ações contra soberania da Venezuela
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META DESCRIÇÃO: Embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, alerta que bombardeios na Venezuela e captura de Maduro abrem precedente perigoso. Entenda o posicionamento do Brasil.
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O Brasil, na Organização das Nações Unidas (ONU), expressou hoje uma forte condenação às recentes manobras militares e políticas contra a Venezuela, que incluem bombardeiros dos Estados Unidos e a potencial captura do presidente Nicolás Maduro. O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, durante sua intervenção, classificou tais ações como um “precedente perigoso” para a comunidade internacional. Na perspectiva do diplomata, a aceitação dessas investidas pode desencadear um cenário de “violência, desordem e erosão do multilateralismo”, levando o Brasil a exigir uma “reação” da ONU para conter a escalada.
O posicionamento foi formalizado durante uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, que está sendo realizada nesta segunda-feira na sede das Nações Unidas, em Nova York, EUA. Embora o Brasil não possua um assento permanente no conselho, a diplomacia brasileira solicitou e obteve autorização para discursar, visando justamente contrapor-se à ofensiva articulada pelo governo do então presidente Donald Trump.
Brasil na ONU condena ações contra soberania da Venezuela
Conforme o embaixador Danese, os bombardeios na Venezuela e a captura de Maduro “cruzam uma linha inaceitável”. Ele salientou que tais atos constituem uma “afronta muito séria à soberania da Venezuela”, estabelecendo um “precedente perigoso” para o cenário internacional. A tolerância a ações dessa natureza, advertiu o diplomata, culminaria em um contexto marcado por instabilidade, desordem e na degradação do multilateralismo. Diante deste quadro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva apelou para que a ONU “assuma a responsabilidade” e atue com determinação, garantindo que a força não se sobreponha à lei internacional.
Posicionamento brasileiro na ONU
Danese enfatizou que os “eventos de 3 de janeiro” ultrapassam a esfera regional, afetando diretamente a comunidade internacional. Qualquer ataque à soberania de um país, segundo ele, deve ser veementemente condenado. “Cabe ao Conselho de Segurança da ONU assumir responsabilidade e reagir com determinação para prevenir que a força prevaleça em lugar da lei internacional”, reiterou o embaixador, sublinhando a urgência de uma resposta global para proteger a paz e a segurança. A diplomacia brasileira defende o respeito à autonomia dos Estados e aos preceitos do direito internacional como pilares indispensáveis para a estabilidade e a convivência harmoniosa entre as nações.
Adicionalmente, o representante brasileiro na ONU alertou para as consequências comuns de tais intervenções, que frequentemente levam à emergência de “novos regimes autoritários” e à intensificação de “violações de direitos humanos”. A América do Sul, conforme Danese, é reconhecida como uma região de paz, e o Brasil defende a manutenção da não intervenção como princípio fundamental para a estabilidade regional. O país rechaça a criação de “protetorados” na Venezuela, reafirmando seu compromisso com o princípio da autodeterminação do povo venezuelano, dentro dos parâmetros de sua própria Constituição.
Repercussões e o apelo à lei internacional
A questão da utilização de recursos naturais e econômicos como justificativa para o uso da força também foi um ponto crucial na fala do embaixador. Ele refutou a ideia de que um país possa explorar esses recursos como pretexto para intervenções ou para orquestrar mudanças ilegais de governo. Essa observação ganhou relevância à luz da admissão anterior do ex-presidente Trump de que ele pretendia assumir o controle sobre o petróleo venezuelano. O Brasil defende um mundo multipolar no século 21 que não deve ser moldado por esferas de influência, e a máxima de que “os fins justificam os meios” é inadmissível nas relações internacionais.

Imagem: valor.globo.com
A América Latina e o Caribe, segundo o diplomata, devem preservar sua escolha pela paz, evitando o uso da força que, conforme ele, “evoca capítulos da história que achávamos que estava para trás”. Conflitos armados representam uma ameaça direta à paz internacional e ao princípio da não intervenção, que são fundamentais para a política externa brasileira e para os princípios da lei internacional. O embaixador Sérgio Danese reiterou que as normas que regem a coexistência entre os Estados não permitem a exploração de recursos como justificativa para intervenções militares ou para alterações ilegais de governos.
O Brasil, assim, reafirma seu compromisso inabalável com a paz regional e global, defendendo a preeminência do diálogo e da diplomacia sobre qualquer imposição pela força. Em um cenário geopolítico complexo, o país advoga pela responsabilidade e pelo respeito às soberanias nacionais como pilares para a construção de um futuro mais estável e justo.
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Em síntese, o posicionamento do Brasil na ONU, por meio de seu embaixador Sérgio Danese, enfatiza a gravidade das ações contra a Venezuela e a urgência de uma resposta coordenada da comunidade internacional para salvaguardar a soberania e os princípios do direito global. A defesa intransigente da paz e da não intervenção na América do Sul permanece um pilar inegociável da diplomacia brasileira. Para continuar acompanhando as análises sobre política externa e outros temas relevantes, acompanhe nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Sérgio França Danese Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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