Brasileira Bruna Ferreira Detida e Enfrenta Deportação nos EUA

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Uma situação delicada envolve a brasileira Bruna Caroline Ferreira, ex-cunhada de Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca. Bruna foi detida em 12 de novembro nas proximidades de Boston, Estados Unidos, e atualmente está sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), enfrentando um processo de deportação.

Conforme informações de um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS) americano à CNN, Bruna Caroline Ferreira residia de forma irregular nos Estados Unidos, tendo excedido o prazo do seu visto de turista, que exigia sua saída do país em junho de 1999. O porta-voz também mencionou uma prisão anterior da brasileira por agressão, dado que a defesa de Bruna refuta veementemente, afirmando que ela “não possui antecedentes criminais e não é uma ‘imigrante ilegal criminosa’.”

Brasileira Bruna Ferreira Detida e Enfrenta Deportação nos EUA

O advogado de defesa da brasileira, Todd Pomerleau, salientou que Bruna já foi beneficiária do programa DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância), uma iniciativa que oferece proteção temporária contra a deportação para indivíduos que foram trazidos aos EUA ainda na infância. Pomerleau esclareceu que a ex-cunhada da porta-voz de Trump não conseguiu renovar seu status no programa há alguns anos, período que coincidiu com os esforços do ex-presidente Donald Trump para encerrar o DACA durante seu primeiro mandato. Atualmente, Bruna está imersa em um processo legal de imigração para obter a cidadania americana.

A Trajetória de Bruna Caroline Ferreira

A história de Bruna Caroline Ferreira nos Estados Unidos começou aos seis anos de idade, quando ela deixou o Brasil e chegou ao país com seus pais. Sua irmã, Graziela Dos Santos Rodrigues, em depoimento ao jornal The Boston Globe, descreveu Bruna como “mais americana do que qualquer outra coisa”, dada sua criação e adaptação cultural. Bruna cresceu nos subúrbios da cidade de Boston, onde frequentou a Melrose High School, destacando-se no time de tênis e concluindo o ensino médio em 2011. Em seu anuário de formatura, a brasileira escolheu a frase “La vita è bella” e expressou o desejo de estar mais velha, mais sábia e bem-sucedida em 2021.

Poucos meses após sua formatura, Bruna contraiu matrimônio com um colega de ensino médio, mas a união foi breve, com a separação ocorrendo no ano seguinte e o divórcio sendo finalizado em 2014, de acordo com registros judiciais. Nesse mesmo período, Bruna estava noiva de Michael Leavitt, irmão mais velho de Karoline Leavitt, que gerenciava a concessionária de automóveis da família em New Hampshire. Em 2014, um artigo do jornal Salem News sobre Michael Leavitt ter ganhado US$ 1 milhão em uma competição de futebol americano de fantasia, incluía uma fotografia de Michael, Bruna e o filho do casal, então com oito meses, celebrando a vitória. Registros judiciais da época indicam que Bruna informou como endereço uma residência de propriedade de Michael Leavitt.

Fotos compartilhadas por Bruna em suas redes sociais a mostravam desfrutando de momentos com seu filho pequeno, participando de brincadeiras típicas e levando-o a jogos de beisebol. Contudo, o casal nunca se casou formalmente. Após a separação, o filho permaneceu morando com o pai em New Hampshire, enquanto Bruna retornou para o estado de Massachusetts, conforme revelou uma fonte próxima à CNN. Em um contato com a afiliada da CNN, WMUR, Michael Leavitt, na noite de terça-feira (25), afirmou que a mãe mantém contato com o filho, mas o menino não conseguiu falar com ela desde sua detenção. Ele descreveu a situação como desafiadora e expressou seu desejo pelo melhor para a criança.

O Impasse da Deportação e o Programa DACA

O Departamento de Segurança Interna (DHS) reitera que Bruna chegou aos Estados Unidos com um visto de turista que a obrigava a deixar o país em 1999, quando ela tinha apenas seis anos de idade. Esse ponto é crucial na argumentação de seu advogado, Todd Pomerleau: “Uma criança de 6 anos não é responsável por infringir a lei”. Ele explicou no programa “OutFront” que a responsabilidade legal de uma criança de 6 anos por estar em situação irregular de visto só se manifestaria seis meses após completar 18 anos. Contudo, nessa fase de sua vida, Bruna já estava sob a proteção do programa DACA, que representa um processo legal para imigrantes que chegaram aos EUA ainda crianças.

Karoline Leavitt, porta-voz de Trump e ex-cunhada de Bruna, recusou-se a comentar sobre o caso quando questionada pela WMUR, afiliada da CNN. No entanto, o advogado Pomerleau confirmou à CNN Brasil que Karoline Leavitt é madrinha do filho de Bruna. O defensor legal também enfatizou que a brasileira está há 27 anos no aguardo da finalização do processo de solicitação de seu green card. Pomerleau relatou o estado emocional de Bruna, dizendo que ela estava “chorando” durante a conversa, e que seu maior desejo é estar com seu filho. No estado de Massachusetts, Bruna gerenciava uma empresa de limpeza residencial, conforme atestam publicações em redes sociais e amigos próximos. Sua irmã, Graziela, descreve que Bruna se mantinha presente na vida do filho, realizando frequentes viagens de carro para visitá-lo e preparando comida brasileira para ele.

A família de Bruna não obteve qualquer comunicação ou apoio de Karoline Leavitt. Michael Leavitt, por sua vez, sugeriu a Graziela que aconselhasse Bruna a se autodeportar para o Brasil, uma sugestão que ela refutou, afirmando que os Estados Unidos são o verdadeiro lar da família. A irmã de Bruna ressaltou a necessidade da presença materna para o filho, que questiona constantemente: “Quando minha mãe volta para casa? Ela estará em casa para o Dia de Ação de Graças? Ela estará em casa para o Natal?”.

Para mais informações detalhadas sobre o programa DACA e seus critérios, um programa crucial para muitos jovens imigrantes nos Estados Unidos, é possível acessar o site oficial do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) para entender o panorama atual.

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A detenção e o processo de deportação de Bruna Caroline Ferreira trazem à tona questões complexas sobre imigração, legislação e laços familiares, especialmente considerando seu passado como beneficiária do DACA e a ligação com uma figura proeminente da política americana. Continuaremos acompanhando de perto os desdobramentos deste caso que ressalta a urgência de debates sobre as políticas migratórias. Para se aprofundar em notícias e análises sobre temas de relevância nacional e internacional, explore nossa editoria de Política e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Bruna Caroline Ferreira, brasileira e mãe do sobrinho da porta-voz de Trump Karoline Leavitt Reprodução