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Eleições em Honduras: Conheça os Principais Candidatos

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As eleições em Honduras se aproximam, e a população do país centro-americano se prepara para ir às urnas neste domingo (30) com a missão de eleger o sucessor da atual presidente, Xiomara Castro. A disputa promete ser acirrada, com as pesquisas de opinião indicando um cenário de empate técnico entre os principais concorrentes ao cargo máximo do executivo hondurenho. Três nomes se destacam nesta corrida eleitoral, representando diferentes espectros políticos e atraindo a atenção do eleitorado.

A cadeira presidencial está em jogo, e a polarização política é um fator marcante. O pleito definirá os rumos de Honduras para os próximos anos, com a expectativa de que os resultados reflitam as aspirações de uma nação em busca de estabilidade e desenvolvimento. A campanha eleitoral tem sido palco de debates intensos, propostas variadas e, em alguns casos, de controvérsias que adicionam camadas de complexidade ao processo democrático.

Eleições em Honduras: Conheça os Principais Candidatos

Os holofotes estão voltados para Rixi Moncada, figura do partido governista Liberdade e Refundação (LIBRE); Nasry Asfura, representante do Partido Nacional e ex-prefeito de Tegucigalpa; e Salvador Nasralla, personalidade conhecida da televisão que concorre pelo Partido Liberal. A trajetória e as propostas de cada um são fundamentais para entender a dinâmica dessas eleições e o que está em jogo para o futuro de Honduras.

Rixi Moncada: A Candidata do Partido no Poder

Com 60 anos, Rixi Moncada, advogada e professora, é a aposta do partido Liberdade e Refundação (LIBRE) para dar continuidade à gestão iniciada em 2022. Nascida em 13 de fevereiro de 1965, no município montanhoso de Talanga, a cerca de 52 quilômetros de Tegucigalpa, Moncada construiu uma carreira sólida no serviço público. Após concluir seus estudos na capital aos 17 anos, ela iniciou sua jornada política como conselheira no Congresso.

Sua experiência inclui passagens por diversos cargos nos setores público e privado, atuando como juíza, magistrada e assessora da Procuradoria-Geral da República. A partir de 2006, ocupou a liderança de vários ministérios, incluindo Trabalho e Segurança Social, Finanças e Defesa. Em 2006, durante o governo do presidente de esquerda Manuel Zelaya (2006-2009), Moncada foi nomeada secretária do Trabalho. Após o golpe contra Zelaya em meados de 2009, ela manteve sua lealdade ao ex-presidente, tornando-se uma das fundadoras do movimento que, em 2012, se transformaria no partido LIBRE.

Apesar de uma trajetória marcada por importantes funções, Rixi Moncada também enfrentou desafios. Em 2009, foi alvo de acusações de corrupção relacionadas a um contrato de arrendamento de um edifício para a estatal de energia ENEE, que ela liderava na época. O caso foi arquivado em 2010. Críticos também a apontam por suposto nepotismo, colocando parentes em cargos públicos, alegações que ela refuta, defendendo que são indivíduos trabalhadores que recebem salários mínimos.

Entre suas propostas para o país, Moncada destaca a democratização da economia através da expansão do crédito, o fortalecimento da produção nacional e a implementação de um modelo econômico que gere oportunidades equitativas para todos os hondurenhos. Adicionalmente, ela defende reformas constitucionais visando aprimorar o sistema judicial, sublinhando sua convicção na necessidade de uma maioria no Congresso para efetivar tais mudanças. “Nossa luta contra a corrupção é frontal e sem medo. Para reformar o sistema de justiça só há um caminho: ter maioria no Congresso”, afirmou Moncada durante sua campanha.

Nasry “Tito” Asfura: A Direita Conservadora em Busca do Voto

Nasry “Tito” Asfura, político e empresário de 67 anos, representa a direita conservadora e concorre à presidência pela segunda vez consecutiva pelo Partido Nacional. Sua candidatura ocorre em um contexto delicado para o partido, cujo último presidente, Juan Orlando Hernández (2014-2022), cumpre pena nos Estados Unidos por acusações de tráfico de drogas. A situação foi recentemente evidenciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que em 28 de maio declarou que concederia “perdão completo e total” a Hernández, e expressou publicamente seu apoio a Asfura, chamando-o de “o único verdadeiro amigo da liberdade em Honduras” e alertando que os EUA não “jogarão dinheiro” a Honduras caso Asfura não vença.

Nascido em Tegucigalpa em 8 de junho de 1958, em uma família de ascendência palestina, Asfura iniciou sua vida pública nos anos 1990, durante a gestão de Nora Gúnera (1990-1994) como prefeita de Tegucigalpa. Embora tenha estudado engenharia civil, não concluiu o curso. Sua carreira política progrediu, integrando administrações municipais subsequentes, servindo como deputado federal e ministro de investimentos sociais, consolidando uma imagem de funcionário eficiente e discreto.

Em 2013, Asfura foi eleito prefeito do Distrito Central, que abrange Tegucigalpa e Comayagüela. Sua gestão foi amplamente reconhecida pela construção de obras de infraestrutura rodoviária, o que lhe garantiu a reeleição em 2017. Nesse período, ganhou o apelido carinhoso de “Papi”, uma referência aos seus serviços em obras públicas.

Apesar da imagem modesta e trabalhadora, frequentemente visto com jeans e mangas arregaçadas, Asfura está sob investigação, juntamente com outros ex-funcionários de sua administração na capital, por suposto desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. O candidato sustenta que as ações contra ele possuem motivação política e nega qualquer irregularidade.

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Imagem: Getty via cnnbrasil.com.br

Sobre sua plataforma, Asfura rejeita ser rotulado como ultradireita, defendendo a busca por equilíbrio. “Os extremos não funcionam… As pessoas não se importam se você é feio ou bonito, se você é esquerda ou direita, verde, vermelho ou azul; o que elas querem são soluções”, declarou durante a campanha. Sua agenda política prioriza o emprego, a educação e a segurança, enfatizando a necessidade do investimento privado para impulsionar o avanço do país. A Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanha de perto o processo democrático em nações como Honduras, reforçando a importância da transparência eleitoral. Para mais detalhes sobre as iniciativas da OEA na região, clique aqui.

Salvador Nasralla: Do Entretenimento à Disputa Presidencial

Salvador Nasralla, renomado apresentador de televisão de 72 anos, entra na disputa presidencial pelo Partido Liberal, um movimento centrista que historicamente alternou o poder com o Partido Nacional até 2022. Sua plataforma é construída sobre os pilares da restauração do Estado de direito e do combate intransigente à corrupção, temas recorrentes na política hondurenha.

Com uma carreira televisiva de mais de quatro décadas, Nasralla não é um novato na política. Sua primeira tentativa à presidência ocorreu em 2013, por um partido que ele mesmo ajudou a fundar, terminando em quarto lugar. Em 2017, fez uma nova tentativa, liderando uma coalizão de diferentes partidos e alcançando o segundo lugar em uma eleição marcada por acusações de fraude e um resultado apertado.

Em 2022, Nasralla assumiu o cargo de vice-presidente ao lado de Xiomara Castro. No entanto, em 2024, ele renunciou a esta posição para lançar sua terceira candidatura à presidência, desta vez sob a bandeira do Partido Liberal, marcando um retorno às suas raízes políticas, conforme ele mesmo expressou em julho de 2024: “Minha casa é o Partido Liberal”.

Nascido em Tegucigalpa em 30 de janeiro de 1953, filho de pai hondurenho e mãe chilena de ascendência libanesa, Nasralla teve uma juventude marcada pelo radiojornalismo. Posteriormente, mudou-se para o Chile, onde se aprofundou em Engenharia Civil Industrial e obteve um mestrado em Administração de Empresas. De volta a Honduras, desempenhou funções como gerente geral da PepsiCo no país e professor universitário.

Sua trajetória na televisão começou em 1981, cobrindo esportes. Uma década depois, ele lançou o popular game show “X-0 Gives Money”, que distribuía prêmios em dinheiro e consolidou sua imagem pública. A transição de um ícone da mídia para um protagonista político reflete o desejo de uma parte do eleitorado hondurenho por novas abordagens e lideranças.

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As eleições em Honduras prometem ser um momento crucial para o país, com três candidatos fortes disputando a preferência dos eleitores. Rixi Moncada, Nasry Asfura e Salvador Nasralla trazem consigo histórias, propostas e desafios que moldarão o futuro da nação. Acompanhe a cobertura completa e outras análises aprofundadas sobre política e eleições em nosso portal, navegando por nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: Emilio Flores/Anadolu via Getty Images e A. Perez Meca/Europa Press via Getty Images