O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, anteriormente conhecida como Hotel Urbano. A medida foi requerida em função do descumprimento reiterado de cautelares judiciais impostas ao empresário. Mendes foi detido na última segunda-feira, dia 5 de janeiro de 2026, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, onde portava um documento falso e tinha sua tornozeleira eletrônica descarregada, indicando uma clara violação das determinações da Justiça.
As medidas cautelares em questão foram inicialmente estabelecidas após a prisão em flagrante de Mendes. Ele havia sido detido por furto de obras de arte e outros bens valiosos de um estabelecimento hoteleiro e de um escritório de arquitetura. O MPRJ havia denunciado o ex-executivo em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, ocasião em que a Promotoria já havia manifestado a necessidade de manutenção de sua prisão.
MPRJ Pede Prisão Preventiva de Ex-CEO da Hurb
Os delitos atribuídos a João Ricardo Rangel Mendes ocorreram especificamente em 25 de abril de 2025. Em um dos incidentes, o ex-CEO se disfarçou como entregador de aplicativo para furtar um quadro, ocultando a peça dentro de uma bolsa de entregas. No mesmo dia, ele se dirigiu a um escritório de arquitetura, onde, apresentando-se como eletricista, subtraiu diversos itens, incluindo outros quadros, uma mesa digitalizadora e duas carteiras que continham dinheiro.
A série de furtos, conforme a denúncia do Ministério Público, também incluiu o roubo de uma obra de arte e três esculturas do Hotel Hyatt, localizado na Praia da Barra da Tijuca. No dia subsequente aos primeiros crimes, Mendes, de acordo com as investigações, furtou dois quadros, um iPad e a carteira do proprietário do escritório Duda Porto Arquitetura, situado no Casa Shopping, também na Barra da Tijuca, demonstrando um padrão de atuação premeditada e ardilosa.
Após um período de prisão preventiva, a custódia de João Ricardo Rangel Mendes foi substituída por um conjunto de medidas cautelares. Entre as condições impostas pela Justiça, estavam a monitoração eletrônica, que visava rastrear seus deslocamentos; a proibição expressa de se ausentar da cidade sem a devida autorização judicial; e a obrigação de apresentar relatórios médicos mensais diretamente no processo judicial, a fim de comprovar seu estado de saúde e sua permanência na localidade designada.
Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a Promotoria do Rio de Janeiro formalizou o pedido de prisão preventiva, justificando a solicitação com a clara evidência de que o réu tem desrespeitado as determinações judiciais. O episódio no Ceará, envolvendo a posse de um documento falso e o funcionamento inadequado da tornozeleira eletrônica, somado à ausência de qualquer relatório médico desde setembro de 2025, configuram um quadro de reincidência no descumprimento das condições estabelecidas pela Justiça.
A não observância das medidas cautelares é um fator grave no processo judicial, pois sinaliza um desprezo pelas decisões do sistema de justiça e um risco à aplicação da lei. A monitoração eletrônica, em particular, é uma ferramenta crucial para garantir que indivíduos em liberdade provisória cumpram as condições impostas. A falha nesse sistema de vigilância e a evasão demonstram uma intenção de burlar o controle judicial, justificando o pedido de um regime mais rigoroso, como a prisão preventiva, para assegurar a ordem pública e a continuidade do processo.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reafirma seu papel na fiscalização do cumprimento das leis e na garantia da ordem jurídica. As ações do órgão são fundamentais para assegurar que as decisões judiciais sejam respeitadas por todos os cidadãos, independentemente de sua posição social ou profissional. Para mais informações sobre as atividades e a atuação do Ministério Público, é possível consultar o portal oficial do MPRJ.
A nova solicitação de prisão preventiva contra o ex-CEO da Hurb destaca a seriedade com que o sistema judiciário brasileiro trata o descumprimento de medidas cautelares. O caso de João Ricardo Rangel Mendes serve como um lembrete da importância da responsabilidade individual frente às determinações da Justiça, e a necessidade de que todos os cidadãos, incluindo figuras de alto perfil, sejam submetidos ao rigor da lei. A decisão judicial sobre o novo pedido de prisão preventiva será crucial para os próximos passos do processo.
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Crédito da imagem: Hurb/Divulgação







