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São Silvestre 2025: Recorde histórico de mulheres na prova

Esportes

A Corrida Internacional de São Silvestre 2025 marca sua centésima edição com um feito notável na história do evento: um número recorde de inscritos, totalizando 55 mil corredores de 44 países. Dentre esses participantes, a presença feminina atinge uma marca sem precedentes, representando 47% do contingente total, estabelecendo um novo recorde para a mais tradicional corrida de rua do Brasil.

O aumento expressivo da participação feminina neste evento icônico foi motivo de celebração entre as principais referências do esporte brasileiro na modalidade. Durante uma coletiva de imprensa realizada em 30 de dezembro de 2025, na capital paulista, a atleta Núbia de Oliveira, que obteve a melhor colocação entre as brasileiras na edição anterior da São Silvestre, expressou que o crescimento da presença de mulheres na prova serve como um estímulo adicional para sua busca pela vitória.

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São Silvestre 2025: Recorde histórico de mulheres na prova

A história da São Silvestre, que completa cem anos, registra um crescimento significativo na participação das mulheres nos últimos tempos. Em suas origens, essa participação era vedada às corredoras, sendo permitida somente a partir de 1975. “Todas as mulheres que participaram da São Silvestre, e as que foram campeãs, me motivam e me inspiram, assim como a gente também, que agora está nesse cenário, motivamos outras mulheres a estarem participando”, complementou Núbia, destacando o impacto positivo da visibilidade feminina no esporte.

Para Nubia, o universo da corrida de rua expandiu-se enormemente, consolidando-se como um espaço onde “a mulher se reencontra e onde vencemos os nossos desafios, porque a gente não tem limite. A gente que impõe os nossos limites, e a corrida mostra isso: superação e determinação a todo momento”, enfatizou a atleta brasileira.

Jeane dos Santos, outra corredora brasileira, também exaltou o incremento da participação feminina na São Silvestre 2025. Jeane revelou uma jornada pessoal emocionante, afirmando: “Não esperava hoje estar participando da centésima São Silvestre. E hoje eu me vejo nesse cenário lindo, que me tirou da depressão e de uma crise de ansiedade.”

A atleta da Bahia compartilhou o impacto positivo que sua dedicação ao esporte tem em sua comunidade. “Na minha cidade, que é Santo Antônio de Jesus, na Bahia, eu sou referência para todas mulheres. Muitas mulheres mandam mensagem para mim dizendo que começaram a correr através de mim”, disse. Jeane concluiu, ressaltando o papel libertador da corrida: “Hoje a corrida é uma libertação para nós, mulheres. Quando eu começo a correr ou vou treinar, esqueço do mundo, esqueço de tudo e me sinto livre. É o que nós, mulheres, temos que sentir: sermos livres.”

Desafios e Estratégias na São Silvestre 2025

Apesar do preparo e da determinação, Núbia e Jeane estão cientes do desafio de quebrar o jejum de vitórias do Brasil na São Silvestre, que persiste desde 2006 na categoria feminina e desde 2010 no masculino. A hegemonia de atletas africanos, especialmente quenianas, tem sido notória, com vitórias consecutivas desde 2016 na prova feminina.

Entre as adversárias de destaque para as brasileiras na São Silvestre 2025 está a queniana Cynthia Chemweno, que conquistou o segundo lugar no ano anterior. “Estou muito orgulhosa de representar o meu país e amanhã eu vou voar”, prometeu Chemweno durante a entrevista. Ela também expressou seu apreço pelo público brasileiro: “Correr no Brasil é muito bacana porque as pessoas, durante o percurso, ficam saudando os atletas. Isso traz muita alegria e me sinto muito bem correndo aqui.” Outra forte competidora é Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, que, em sua primeira visita ao Brasil, manifestou entusiasmo com o clima e a energia de São Paulo, declarando-se pronta para a corrida após um período de intensa preparação.

A Estratégia Africana Contra a Individualidade Brasileira

No setor masculino, a última vitória brasileira na São Silvestre foi em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. Desde então, a prova tem sido dominada quase que exclusivamente por atletas do continente africano. Johnatas Cruz, o brasileiro com as melhores colocações nas duas últimas edições da São Silvestre, analisou a diferença nas abordagens competitivas. Ele argumenta que, enquanto os africanos praticam e competem de forma coletiva, os brasileiros tendem a valorizar a individualidade. Johnatas acredita que, “se esse jeito brasileiro de correr não for alterado”, será difícil para o Brasil retomar o topo da prova.

São Silvestre 2025: Recorde histórico de mulheres na prova - Imagem do artigo original

Imagem: Paulo Pinto via agenciabrasil.ebc.com.br

“Eu acredito que isso será um divisor de águas para também a gente começar a não só ganhar São Silvestre, mas ganhar outras competições de nível como a São Silvestre é no Brasil. Correr em grupo é muito importante. Correr em grupo com o seu compatriota, com o colega do mesmo país, com o colega da mesma equipe, ajuda e muito. A gente sabe que um só vai ganhar, mas o máximo possível que a gente puder ajudar um ou outro no decorrer do percurso, isso ajudaria muito mais do que correr individualmente e cada um traçar a sua estratégia”, detalhou Cruz, apontando para a necessidade de uma mudança tática. Para mais informações sobre o avanço das mulheres no esporte, confira esta reportagem da Agência Brasil sobre a evolução da participação feminina.

Wendell Jerônimo Souza, outro corredor brasileiro, concorda com a perspectiva de Johnatas, enfatizando a importância de uma estratégia de grupo. “É muito importante ter um grupo, no início da prova, mais cadenciado de brasileiros. E no mesmo ritmo, de preferência. Às vezes é meio complicado porque nem todos vão estar leves no dia da prova. A prova é desse jeito, com altos e baixos e variações, com plano, descida e subida. Mas se tiver uma possibilidade, se tiver grupo, pode-se chegar mais adiante e fazer uma prova diferente”, destacou Souza.

O queniano Wilson Maina, que nutre grande apreço pelo Brasil, também comentou sobre a diferença nas abordagens da São Silvestre que tem favorecido os atletas africanos nos últimos anos. Ele revelou o “segredo” do sucesso: “O segredo dos africanos hoje em dia é treinar juntos e ter amor [pelo seu companheiro de corrida]”. Joseph Panga, da Tanzânia, corroborou essa visão: “O mais importante, dentro do treinamento, é existir amizade entre os atletas. Isso é o que faz com que possamos ir para a frente.” Maina concluiu que a união é a principal distinção: “O brasileiro treina muito sozinho. O queniano treina junto. E essa coisa de estar em grupo é muito mais fácil. Quando você está só, você tem que superar algumas outras dificuldades sozinho.”

A Corrida da Centenária São Silvestre 2025

A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre encerra o calendário esportivo brasileiro na manhã de 31 de dezembro de 2025. A programação está definida para iniciar às 7h25 com a largada da categoria Cadeirantes. Em sequência, às 7h40, será a vez das elites A e B femininas. Às 8h05, largam os corredores das elites A e B masculinas, pessoas com deficiência e o Pelotão Premium masculino e feminino, seguidos pelo pelotão geral.

Desde 1991, o percurso da São Silvestre mantém seus 15 quilômetros, com ajustes pontuais ao longo dos anos. Atualmente, o trajeto percorre pontos turísticos da capital paulista, com largada na Avenida Paulista, número 2084. A corrida inclui a icônica subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e culmina em frente ao edifício da Fundação Cásper Líbero, também na Avenida Paulista, no número 900.

Confira também: Investir em Imóveis na Região dos Lagos

A São Silvestre 2025 não é apenas um evento esportivo, mas um marco de superação e inclusão, especialmente com o recorde de participação feminina. Para continuar acompanhando as últimas notícias sobre esporte, política e economia, explore as outras editorias do nosso portal. Não perca as próximas análises e reportagens em horadecomecar.com.br/esporte/.

Crédito da Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil