O cenário político para as eleições de 2026 começou a ser delineado com um evento de grande repercussão em Curitiba, realizado na noite da última quinta-feira (27), onde lideranças do União Brasil definiram a segurança pública como o eixo central de suas futuras discussões. Sob o título Segurança Pública Eleições 2026: União Brasil critica PT, o encontro buscou posicionar o partido como principal voz na área, tecendo comentários contundentes sobre a abordagem do governo federal, atualmente sob a alçada do Partido dos Trabalhadores (PT).
Durante a reunião, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), foi enfático em sua análise sobre a política de segurança do PT, utilizando a Bahia como principal exemplo. “Se buscam compreender como o Partido dos Trabalhadores aborda a segurança pública, observem a Bahia. As localidades mais violentas do país concentram-se neste estado, que está sob gestão do PT há duas décadas”, afirmou o político. Neto também criticou a retórica do PT sobre o cuidado com os mais vulneráveis, questionando a compatibilidade entre o discurso e os alarmantes índices de mortalidade de pessoas de baixa renda por ações de organizações criminosas no estado.
O evento em Curitiba foi organizado pela Fundação Índigo, entidade ligada ao União Brasil e presidida pelo próprio ACM Neto. Batizado de “SOS Segurança Pública”, o encontro atraiu diversas figuras proeminentes do partido, consolidando a pauta como prioritária. Entre os presentes, estavam Guilherme Derrite (PP), secretário da Segurança Pública de São Paulo, Rosangela Moro (União Brasil), Sergio Moro (União Brasil), Antonio Rueda e Cristina Graeml (União Brasil).
Segurança Pública Eleições 2026: União Brasil critica PT
Guilherme Derrite, que atuou como relator do projeto de lei Antifacção na Câmara dos Deputados, uma proposta enviada pelo governo federal, não poupou críticas à versão original do texto. Derrite classificou-o como uma “porcaria” e afirmou que o “governo federal adota uma visão romântica da segurança pública”. Ele reiterou a declaração do presidente Lula (PT) de que “o traficante é uma vítima”, como prova dessa perspectiva. A tramitação do projeto Antifacção foi marcada por polêmicas, com a base governista reclamando da falta de debate e das alterações propostas por Derrite, enquanto o texto segue para análise no Senado.
A iniciativa em Curitiba sucede um evento similar realizado pela Fundação Índigo em maio, na Bahia. Desta vez, o anfitrião do encontro foi o senador Sergio Moro (União Brasil), que já se coloca como pré-candidato ao governo estadual em 2026. Moro defendeu o endurecimento das penas, um dos pilares do projeto de lei Antifacção aprovado na Câmara, e contestou a ideia de que “prender não resolve”. Segundo o senador, foi a morte de seis policiais no Rio de Janeiro que impulsionou o avanço na legislação penal, reforçando a necessidade de ações mais firmes.
O senador Moro também criticou a postura do governo federal petista, que, em seus dois anos de gestão, teria se focado em “apenas infernizar a vida das polícias estaduais” com a imposição do uso de câmeras nas fardas. Para ele, embora o tema possa ser discutido, não pode ser considerado o principal foco da política de segurança pública, desviando a atenção de questões mais urgentes e estruturais.
Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil e também presente em Curitiba, enfatizou que a Operação Contenção, ocorrida no Rio de Janeiro no final de outubro, “sensibilizou todo o país”. Ele expressou sua convicção de que existe um amplo apoio social para a implementação de “medidas fortes contra o crime organizado”. Rueda observou que “não é por acaso que indivíduos ligados às forças de segurança têm migrado para a política”, uma tendência que, segundo ele, é contrária aos interesses do PT. Para o presidente do União Brasil, a pauta da segurança pública é intrínseca ao campo conservador e à direita política.

Imagem: www1.folha.uol.com.br
Um dos pontos altos do evento foi a palestra do ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais) do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel. Idealizador do aclamado filme “Tropa de Elite”, Pimentel foi convidado para abordar o tema da expansão territorial das facções criminosas, oferecendo uma perspectiva prática e estratégica sobre os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado.
Apesar de anunciados pela organização, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), não pôde comparecer devido a compromissos em Brasília. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também precisou cancelar sua participação presencial, em virtude de sua recuperação pós-cirúrgica, mas enviou um vídeo que foi exibido durante o encontro.
Para aprofundar a compreensão sobre os desafios da segurança pública no Brasil e as iniciativas governamentais, é possível consultar o portal do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que detalha ações e políticas para o setor.
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Em suma, o evento do União Brasil em Curitiba consolidou a segurança pública como um tema estratégico para as eleições de 2026, com um discurso robusto e direto contra a gestão do PT na área. As discussões destacaram a importância do endurecimento das penas, a crítica à “visão romântica” do governo federal e a percepção de que há um clamor social por medidas mais enérgicas contra o crime. Para continuar acompanhando os desdobramentos políticos e as análises sobre as futuras disputas eleitorais, explore nossa seção dedicada às Eleições 2026.
Crédito da imagem: Catarina Scortecci/Folhapress







