Nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as prisões de Jair Bolsonaro e de outros cinco indivíduos condenados por seu envolvimento no que foi classificado como o Núcleo 1 da trama golpista. As audiências de custódia, realizadas por videoconferência, resultaram na permanência da detenção dos réus, consolidando a decisão judicial que determina a execução de suas respectivas penas.
O procedimento das audiências, um rito legal essencial, foi conduzido por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, que atua como relator do processo. A realização dessas formalidades cumpriu uma determinação específica do próprio ministro. É fundamental destacar que, em um movimento anterior, na terça-feira (25 de novembro), o ministro Moraes havia rejeitado os últimos recursos apresentados pelos acusados contra suas condenações, abrindo caminho para a execução imediata das sentenças proferidas.
STF mantém prisões de Bolsonaro e aliados após audiências
As audiências de custódia são um importante instrumento jurídico que visa assegurar a legalidade e a necessidade da prisão, garantindo que o preso seja apresentado a um juiz o mais rápido possível após a detenção, para que este decida sobre a manutenção ou não da custódia. No caso dos envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente da República, este rito foi cumprido de maneira remota, devido às circunstâncias de suas detenções. Até o momento, as atas detalhadas dessas audiências ainda não foram divulgadas oficialmente pelo Supremo Tribunal Federal, aguardando-se a publicização dos registros formais do processo.
Os réus em questão, que compõem o grupo central das investigações sobre a tentativa de golpe, tiveram suas sentenças confirmadas e, consequentemente, suas prisões mantidas. Entre eles, destacam-se figuras públicas e ex-ocupantes de altos cargos na administração federal, cujas condenações e penas refletem a gravidade dos delitos atribuídos a cada um no contexto da articulação golpista.
A seguir, detalham-se as penas estabelecidas e os respectivos locais onde os condenados estão detidos, conforme as informações disponíveis:
Condenados e Suas Penas Após Decisão do STF
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, recebeu uma condenação de 27 anos e três meses. Atualmente, ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, localizada em Brasília, capital federal.
Walter Braga Netto, que atuou como ex-ministro durante o governo Bolsonaro e foi candidato a vice-presidente na chapa de 2022, foi sentenciado a 26 anos de prisão. Sua custódia é cumprida na Vila Militar, situada no Rio de Janeiro.
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, recebeu uma pena de 24 anos. Sua prisão está sendo realizada nas instalações da Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
Anderson Torres, que ocupou os cargos de ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, teve uma condenação de 24 anos. Ele se encontra preso no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, parte integrante do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
O general Augusto Heleno, que foi ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi sentenciado a 21 anos. Sua custódia é mantida no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.
O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, recebeu uma pena de 19 anos. Assim como Augusto Heleno, sua prisão é cumprida no Comando Militar do Planalto (CMP), na capital do país.
Importante ressaltar que Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), também foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias. Contudo, Ramagem encontra-se foragido em Miami, nos Estados Unidos, e, portanto, não passou pela audiência de custódia. O mandado de prisão contra ele será devidamente incluído no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP), sistema que registra e acompanha as ordens de prisão no país.
As audiências de custódia representam um pilar do devido processo legal e são cruciais para a verificação da regularidade de uma prisão. No contexto de decisões do Supremo Tribunal Federal de alta complexidade e impacto político, como as que envolvem figuras de proa da república e acusações de trama golpista, a aderência a esses ritos legais reforça a solidez e a transparência do sistema judiciário brasileiro. Para mais informações sobre a estrutura e o funcionamento do poder judiciário no Brasil, você pode consultar fontes oficiais como o Supremo Tribunal Federal.
O desdobramento dessas decisões do STF e a manutenção das prisões de Bolsonaro e seus aliados marcam mais um capítulo significativo nas investigações e julgamentos relacionados aos eventos que abalaram a democracia brasileira. A continuidade das apurações e o rigor na aplicação da lei são observados de perto pela sociedade e pela imprensa, com os olhos voltados para os próximos passos do processo judicial.
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Este cenário demonstra a atuação firme do judiciário em casos de grande relevância nacional, garantindo que as decisões sejam tomadas em conformidade com a legislação vigente. Para se manter atualizado sobre os últimos acontecimentos da política brasileira, continue acompanhando as análises e notícias detalhadas em nossa editoria de Política.
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