O ex-presidente norte-americano Donald Trump Eleição Honduras é o tema central de um recente apoio declarado por ele ao candidato à presidência do país, Nasry Tito Asfura. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira (27), em uma clara associação entre a disputa eleitoral hondurenha e a política de pressão dos Estados Unidos sobre o regime de Nicolás Maduro na Venezuela, enquadrando a questão em um combate ao que ele denominou “narcocomunistas”.
Em suas declarações divulgadas via redes sociais, Trump questionou abertamente a possibilidade de Maduro e seus “narcoterroristas” expandirem sua influência para outras nações da América Central, citando exemplos como Cuba, Nicarágua e a própria Venezuela. Ele posicionou Tito Asfura como um defensor da democracia e um combatente direto contra as forças de Maduro, reforçando o alinhamento de seu apoio com a agenda geopolítica regional dos EUA.
Trump Eleição Honduras: Apoio a Candidato Contra Maduro
A retórica de Trump se insere em um contexto de intensificação das ações militares dos Estados Unidos na região do Caribe. Sob o pretexto de combater o “narcoterrorismo”, que, segundo Washington, tem o presidente venezuelano Nicolás Maduro como uma de suas figuras centrais, os EUA têm deslocado tropas e realizado exercícios militares nas últimas semanas, indicando uma estratégia mais agressiva na área.
Honduras, historicamente, mantém estreitos laços militares com os Estados Unidos. A Base Aérea de Soto Cano, localizada a 80 km da capital Tegucigalpa, é um ponto crucial dessa parceria. A base abriga a força-tarefa conjunta Bravo, que funciona como o principal posto avançado militar americano na América Central, embora nos últimos anos suas operações tenham se voltado predominantemente para ações de ajuda humanitária.
Entretanto, as relações nem sempre foram estáveis. Em janeiro, a atual presidente socialista de Honduras, Xiomara Castro, chegou a ameaçar a continuidade da parceria militar entre os dois países. Essa tensão surgiu em resposta a declarações de Trump sobre uma política de deportação em massa de imigrantes indocumentados, evidenciando as flutuações nas dinâmicas bilaterais entre as nações.
Apesar da ausência de apoio hondurenho para as recentes operações americanas no Caribe e contra a Venezuela, os Estados Unidos têm expandido sua cooperação militar com outras nações insulares. Treinamentos militares conjuntos foram realizados com forças de Trinidad e Tobago, um país insular situado a apenas 10 km da costa venezuelana, e também com o Panamá, consolidando uma rede de alianças regionais para fortalecer sua presença.
Ainda no âmbito dessa movimentação estratégica, na quarta-feira (26), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou a República Dominicana. Lá, ao lado do presidente Luis Abinader, foi anunciada a autorização para que os EUA utilizem a principal base aérea dominicana, em San Isidro, para operações militares focadas no combate ao tráfico de drogas na região. Hegseth ressaltou que tal colaboração representa um modelo para a região, almejando replicá-lo com outros parceiros dispostos a reforçar essa frente. Para entender mais sobre as dinâmicas bilaterais e a presença estratégica dos Estados Unidos na nação centro-americana, pode-se consultar a fundo as relações entre Estados Unidos e Honduras.
Complementando a demonstração de força na quinta-feira (27), Hegseth realizou uma inspeção ao USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, que possui capacidade para transportar 70 aeronaves. A presença da embarcação militar na região do Caribe há cerca de dez dias sublinha a postura ativa dos EUA na área, reforçando a estratégia de segurança regional.

Imagem: cnnbrasil.com.br
Cenário Político e Eleições em Honduras
A eleição presidencial em Honduras, agendada para este domingo (30) em turno único, é o pano de fundo para o endosso de Trump. Nasry Tito Asfura, empresário da construção civil e ex-prefeito de Tegucigalpa, baseia sua campanha na modernização da infraestrutura do país. No entanto, sua filiação ao Partido Nacional representa um desafio significativo, dada a condenação do ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014-2022), da mesma sigla, a mais de 40 anos de prisão nos EUA por tráfico de drogas, o que gera desgaste na imagem do partido e de seus filiados.
As pesquisas eleitorais indicam um cenário de empate técnico entre três principais candidatos: Rixi Moncada, Nasry Tito Asfura e Salvador Nasralla. Donald Trump, por sua vez, teceu críticas aos oponentes de Asfura, classificando Rixi Moncada, a candidata governista, como parte do espectro comunista. Já Salvador Nasralla, foi descrito por Trump não como um aliado da liberdade, mas sim como um “comunista de fachada”, cuja participação na disputa teria o objetivo de dividir os votos que seriam destinados a Asfura.
Salvador Nasralla, em sua plataforma, busca consolidar-se como uma alternativa de direita, com foco em uma agenda anticorrupção. Ele já havia se aliado a Xiomara Castro na eleição de 2021, contribuindo para a derrota de Asfura em meio aos escândalos envolvendo Hernández e o Partido Nacional. Nasralla assumiu a vice-presidência, mas renunciou na metade do mandato de Castro para, agora, fazer oposição a ela, adicionando uma camada de complexidade à dinâmica política hondurenha.
A corrida presidencial hondurenha permanece acirrada, com diferentes pesquisas apontando Moncada, Asfura ou Nasralla na liderança. Contudo, o ex-vice-presidente tem aparecido à frente em mais levantamentos, com o candidato apoiado por Trump, Nasry Tito Asfura, figurando na sequência, prometendo um desfecho imprevisível para o pleito. A interferência de figuras internacionais como Trump adiciona uma camada de complexidade à já volátil política hondurenha.
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Em suma, o apoio de Donald Trump a um candidato em Honduras evidencia a interligação entre as políticas domésticas do país e a estratégia geopolítica dos Estados Unidos no Caribe, especialmente no que tange à pressão sobre a Venezuela. Para se manter atualizado sobre os desdobramentos da política internacional e suas implicações, convidamos você a explorar mais conteúdos em nossa editoria de Política.
Crédito: Com informações da Reuters






