O cenário da violência contra mulher no RJ em 2025 revela dados alarmantes, com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) contabilizando 71.762 novos registros de violência doméstica entre janeiro e novembro do ano corrente. Este volume expressivo de ocorrências acende um alerta, especialmente considerando a tendência histórica de aumento desses casos durante o período festivo de fim de ano.
Diante dessa projeção e da iminência do recesso judiciário, que se estende de 20 de dezembro a 6 de janeiro, o TJRJ intensificou a estrutura de acolhimento e atendimento às vítimas. A medida visa assegurar que os serviços essenciais de proteção e suporte permaneçam plenamente operacionais, garantindo uma resposta eficaz mesmo fora do expediente regular.
Mais de 71 mil mulheres vítimas de violência no RJ em 2025
A preocupação com o incremento da violência doméstica e familiar no final de ano mobiliza as autoridades a reforçar os canais de denúncia e acolhimento. As festividades, muitas vezes marcadas por reuniões familiares e maior consumo de álcool, podem, infelizmente, agravar situações preexistentes ou deflagrar novas manifestações de agressão contra mulheres. A manutenção de serviços ininterruptos é crucial para proteger a vida e a integridade de milhares de cidadãs fluminenses que necessitam de apoio emergencial.
Como proceder diante de um caso de violência doméstica?
Em situações de urgência, a celeridade no acionamento das autoridades é fundamental para garantir a segurança da vítima. O número 190, da Polícia Militar, deve ser discado imediatamente para solicitar o deslocamento de uma viatura ao local da ocorrência. Outra opção vital é a Central de Atendimento à Mulher, acessível pelo telefone 180. Ambos os serviços operam 24 horas por dia, assegurando que o socorro esteja disponível a qualquer momento.
Para o registro formal da ocorrência, as mulheres podem se dirigir às Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams), unidades especializadas no acolhimento e investigação de crimes dessa natureza. Alternativamente, é possível contatar a Polícia Civil pelo número 197 ou realizar o registro de forma online, oferecendo mais uma via de acesso à justiça para as vítimas de violência no Rio de Janeiro.
A Importância da Medida Protetiva
O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio enfatiza a relevância da solicitação de medida protetiva como um instrumento essencial de segurança. Este recurso deve ser acionado sempre que a vítima for alvo de agressões físicas, ameaças, coação sexual ou se tiver seus bens, como dinheiro, cartão bancário ou celular, subtraídos ou controlados pelo agressor. Qualquer atitude que se configure como violenta justifica a busca por essa proteção legal, que visa afastar o agressor e garantir a integridade da mulher.
A medida protetiva é um passo crucial para romper o ciclo de violência, oferecendo amparo legal e psicológico à mulher em situação de vulnerabilidade. Sua efetividade depende da denúncia e do acompanhamento por parte das autoridades competentes, reforçando a rede de proteção às vítimas.
Compromisso do TJRJ em combate à violência
A desembargadora Adriana Ramos de Mello, que coordena a Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), destaca o engajamento do TJRJ. Segundo ela, a atuação contínua, especialmente durante as festas de fim de ano, ressalta a importância ininterrupta do combate a esse tipo de crime. “Toda mulher tem direito a atendimento imediato e humanizado. A violência doméstica não é problema privado; é questão de direitos humanos e de responsabilidade social”, afirmou a desembargadora. Sua declaração sublinha a dimensão pública e coletiva do problema, transcendendo a esfera particular e exigindo uma resposta institucional robusta.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Durante o recesso, o TJRJ opera em regime de plantão, conforme as diretrizes da Administração Superior. Mesmo com uma equipe reduzida, os serviços de acolhimento permanecem em pleno funcionamento, garantindo uma resposta ágil a situações urgentes. Esse compromisso reflete a prioridade que o Tribunal confere à proteção das mulheres e à promoção da justiça, mesmo em períodos de menor atividade forense.
Serviços Essenciais de Acolhimento e Proteção
Para fortalecer a rede de apoio, o TJRJ disponibiliza uma série de serviços cruciais. Um deles é o Aplicativo Maria da Penha Virtual, uma ferramenta inovadora que permite a solicitação de medidas protetivas de urgência diretamente pelo celular. De forma ágil e segura, as vítimas podem preencher um formulário sem a necessidade de deslocamento a uma delegacia, facilitando o acesso à justiça em momentos de crise.
A Central Judiciária de Abrigamento Provisório (Cejuvida) é outro pilar dessa estrutura de suporte. A Cejuvida oferece acolhimento imediato às vítimas e, quando necessário, as encaminha para abrigos sigilosos, garantindo sua segurança e afastamento do agressor. Além disso, o Projeto Violeta desempenha um papel fundamental ao promover a garantia da segurança e da proteção de mulheres cuja integridade física e vida estão sob risco iminente, por meio de um acompanhamento especializado e medidas de proteção efetivas.
Esses recursos são vitais para as mulheres que enfrentam a violência, oferecendo caminhos seguros para denúncia, proteção e reconstrução de suas vidas. A informação sobre esses serviços é uma ferramenta poderosa na prevenção e no combate à violência de gênero. Para mais informações sobre o combate à violência doméstica e as redes de apoio, consulte o Observatório de Violência contra a Mulher do CNJ.
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Em suma, os dados de 71.762 casos de violência contra a mulher no Rio de Janeiro em 2025 reforçam a urgência e a persistência do problema. A atuação do TJRJ, com o reforço das estruturas de acolhimento e a manutenção de serviços essenciais durante o recesso judiciário, demonstra o compromisso institucional com a proteção das vítimas. A sociedade civil também desempenha um papel crucial, denunciando e apoiando as mulheres para que possam buscar ajuda e romper o ciclo da violência. Para acompanhar outras notícias e análises sobre questões sociais e urbanas, continue navegando em nossa editoria de Cidades.
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